domingo, 13 de novembro de 2016

A falência da infraestrutura rodoviária (parte 1/2)

Mesmo nos sentindo desconfortáveis em assumir que somos dependentes do sistema rodoviário, é inegável que precisamos dele para continuar com nossas inúmeras e sofridas tentativas de consolidar nossa economia num ambiente altamente desfavorável. E como lidamos com isso? Ora, se prestarmos bem atenção, veremos que nossas dificuldades e nosso desenvolvimento econômico se atrelam de forma bem expressiva a um sistema “inexpressivo”, do ponto de vista do avanço. É como querer colocar cinco litros de água num vasilhame de um litro.
infraestrutura-rodoviariaSomos um dos países que mais dependem de rodovias para o escoamento da produção e para o transporte de bens em geral, e não acredito nas estimativas divulgadas com frequência de que 60% dos nossos produtos seriam transportados no modal rodoviário. Esse percentual é bem maior. Temos no Brasil um mapa fluvial que causa inveja em muitos países, assim como nossa localização geográfica que favorece o transporte marítimo, uma longa extensão para diminuir custos com transporte ferroviário, entretanto, somos reféns de um modal poluidor, perigoso, caro, insuficiente e caótico, que não só nos tira competitividade como a vida de muitos brasileiros e que, mesmo assim, não recebe investimentos como deveria.
Está quentinha a 20ª edição da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre as rodovias brasileiras. Constitui um mapeamento muito interessante de 103.259 km, 48,8% do total de rodovias asfaltadas. Atualmente são 1.720.756 km de rodovias, mas apenas 12,3% ou 211.468 km são asfaltados. Chama atenção para o aumento dos custos de transportes, o avanço quase inexistente quando comparado com 2015 e para a comparação com as gestões privadas e públicas. O fato mesmo é que os números são alarmantes e nos dão a sensação de que estamos parados no tempo, sem um alento que nos mostre um sinal de melhoria realmente significativa diante das necessidades do mercado.
Realizada em pouco menos da metade das rodovias asfaltadas no país, contemplando a totalidade das BR´s e as principais vias estaduais, a pesquisa aponta que 58,2% dos trechos do estudo apresentam algum tipo de problema da ordem de qualidade do pavimento, da sinalização ou da geometria da via: metade do pavimento é regular, ruim ou péssimo; metade é mal sinalizada e 78% têm falhas geométricas. Devido à falta de manutenção preventiva e corretiva, do ano passado para cá, houve um aumento de 26,6% no número de pontos críticos (apenas os considerados graves). Isso representa um aumento médio de 25% nos custos operacionais do transporte, só devido aos buracos no pavimento, que nos piores trechos pode chegar a 91%, mas não há um custo estimado para cada situação das rodovias, pois há outros problemas em pontes, com erosões e da ordem de segurança das vias que são incomensuráveis.
O que o país investiu em 2015 nas rodovias brasileiras, gastou o dobro com acidentes nas rodovias federais, ou seja, investiu R$ 5,9 bilhões e gastou mais de R$ 11 bilhões com acidentes. O estudo não levantou os acidentes em vias estaduais. Se para adequar a malha rodoviária brasileira construindo ou duplicando trechos, restaurando e corrigindo problemas críticos deveriam ser investidos R$ 292,5 bilhões, estamos bem longe do ideal comparando com o que foi investido em 2015. Os números de 2016 estão bem semelhantes. Como se não bastasse investir apenas 2% do que realmente seria necessário, ano após ano o investimento diminui. Projetou-se um valor, mas o que realmente foi pago mostra uma queda preocupante: 2011- R$ 11,2 bi; 2012- R$ 9,3 bi; 2013- R$ 8,3 bi; 2014- R$ 9 bi (ano da Copa); 2015- R$ 5,9 bi. E nem precisa dizer como os pontos críticos tomam caminho inverso, aumentando a cada novo estudo…
Para o bolso do usuário, a realidade vem cobrando seus custos. Devido às condições das vias, o estudo estima que as transportadoras gastem R$ 2,3 bilhões a mais. Considera também que com a queima de mais 700 milhões de litros de diesel além do necessário, devido frenagens e acelerações, o Planeta receberá mais 2,07 megatoneladas de CO2.
Sei que o leitor deve ficar meio “baratinado” com tantos números reais, assustadores e preocupantes, mas nesse momento passa um filme em minha cabeça, redesenhando tudo o que constatei em milhares de quilômetros que percorri em muitos dos trechos incluídos no estudo. Sei que parecem números chocantes para quem não está muito habituado e que, por estar tão envolvido em problemas gerados por eles, nem se dê conta do quanto isso é, infelizmente, verdadeiro. Por isso, continuaremos numa segunda parte. Até lá!
Fonte: Marcos Aurélio da Costa http://www.logisticadescomplicada.com/

A injustificável sonegação

Estamos bem acostumados a falar da corrupção em nossa política e de todos os efeitos que ela causa nos tirando qualidade de vida e até mesmo nossa esperança de que possamos construir um país diferente. Mas, a sociedade também tem suas mazelas similares e que talvez causem mais danos do que os que estamos acostumados a narrar. Muito embora tenhamos na ponta da língua a justificativa de que nossos impostos não retornam em serviços essenciais à sociedade, devido à política inescrupulosa, não soa bem fazermos aquilo que tanto combatemos.
sonegacaoO Brasil já carrega em sua conta negativa valores expressivos que poderiam nos tornar uma nação economicamente mais consistente. Claro que isso não é um fato apenas em nosso país. A maioria dos países sofrem com algum tipo de furo de caixa, uns mais e outros menos, mas o que incomoda mesmo é a falta de ações combativas que venham a, pelo menos, inibir verdadeiros saques ao dinheiro comum que poderia, entre tantos fins, salvar vidas por meio da saúde e da segurança, construir uma educação de primeira qualidade, estradas, portos, ferrovias, aeroportos e toda uma infraestrutura logística para sairmos desse estado deficiente que transforma pequenas tarefas em grandes batalhas, como no transporte público, por exemplo.
Como dizia minha avó: “É dinheiro pra passar a vida toda só contando.” E, de fato, estamos falando de BILHÕES. São valores que em um único setor poderia cobrir rombos como o da economia (R$ 170,5 bi) e o estimado da Previdência (R$ 183 bi). Só esses dois rombos, que tanto azucrinam nosso juízo, poderiam ser quase sanados com os anuais R$ 200 bi estimados abocanhados pela corrupção e com os R$ 100 bi estimados de prejuízo anual com a pirataria. Contudo, ainda não se compara com as estimativas do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ) que garante que o valor sonegado anualmente é crescente e, só em 2016, será de R$ 500 bilhões. Não, não está errado! São R$ 500 bilhões a menos nos cofres do Tesouro Nacional! 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. E desse valor, apenas 1% é recuperado.
Em 2015 o Brasil pagou valor igual (R$ 500 bi) em juros da dívida pública para banqueiros e empresários e deixou de cobrar outras centenas sonegadas. Pensar só em arrecadação de nada valerá se não organizar para cobrar e fiscalizar para arrecadar. A tão temida Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que o governo procura reinventar, por exemplo, arrecadaria 15 vezes menos o que é sonegado em impostos. O que reforça a necessidade de ter uma rigorosa ação de fiscalização e que deva ser qualificada para tanto, pois 80% dos valores sonegados passam por operações de lavagem de dinheiro altamente sofisticadas. E mais de 60% do valor total sonegado se concentra em 12 mil empresas, com destaque para o setor industrial.
A Dívida Ativa da União soma R$ 1,2 TRILHÃO que se arrasta em processos judiciais que cabem recursos e mais recursos sem que haja uma linha de resgate para um dinheiro que faz muita falta. Afinal, você sabe quanto o Orçamento da União prevê para gastos na saúde e na educação? São pouco mais de R$ 120 bi após o corte de R$ 3,8 bi em ambas as pastas. Agora imagine o impacto sobre os R$ 753 milhões orçados para o Transporte… Se nossa logística necessita de mais do que o recomendado, 4% do PIB, como investimentos para a diminuição de seus imensos desafios, e que hoje se investe menos de 2%, o que poderíamos mudar com essa dinheirama toda?
De números em números – que por sinal são impressionantes – vamos correndo riscos ao considerar normal o fato de não pagar um dever porque o dinheiro vai ser mal utilizado. Continuo acreditando que o fator preponderante é mesmo o de levar vantagem, como aquelas entendidas na “lei de Gerson” que faz pensar que o contraventor é o esperto e os demais são os otários da vez. Reafirmo que é inegável que nossa carga tributária seja excessiva e sufocante, que é inegável que esse montante não seja direcionado de forma competente e responsável, mas o canal da sociedade que busca por mudanças, sem dúvidas, não é esse que se apresenta. Esse é mais um de muitos casos que devem ser combatidos para, enfim, amadurecermos como nação.
Fonte: Marcos Aurélio da Costa http://www.logisticadescomplicada.com/

O momento do ensino técnico

Muitos jovens estão buscando sua tão aguardada entrada no Mercado de Trabalho por meio de cursos superiores e estão esquecendo de olhar ao redor para perceberem que essa pode não ser a única opção. O ensino técnico pode ser uma porta bem mais larga do que a oferecida pelo nível superior com suas vagas extremamente concorridas.
O erro é bem semelhante ao de outros países cuja mão-de-obra ofertada sugere sempre nível universitário, enquanto aquelas funções intermediárias não despertam interesse dos jovens. O que nos é passado é que aquele que não marca o gol não se destaca e nem fica famoso e rico. Por isso, atualmente, todo jogador de futebol quer ser um atacante. Porém, há um grande engano quanto às oportunidades oferecidas pelo setor técnico. Elas podem ser bem mais seguras pela necessidade do mercado, bem menos concorridas e bem mais rentáveis já que a área superior reserva poucas vagas para muitos concorrentes e isso também joga a oferta salarial para baixo.
Outro erro, e não menos prejudicial para o jovem que anseia entrar no mercado, é o de pensar que já deva entrar como um chefe e construir sua carreira começando do topo, ou pensar que, por ter escolhido iniciar numa área técnica, deva passar toda a sua vida profissional nela. Quanto ao primeiro pensamento, é lamentável que a imensa maioria esteja enganada e, sobre o segundo, por que não pensar em se colocar no mercado primeiro e investir melhor numa boa faculdade? Depois as opções podem surgir de uma forma menos urgente, o que lhe deixa numa situação de escolha bem mais vantajosa. E se mesmo assim ainda preferir ficar no setor técnico, onde também há uma importante escada para o crescimento, diferente do que muitos pensam, com certeza terá uma carreira sólida, visível e rentável.
De 2014 para 2015, houve um aumento de quase 40% na oferta de cursos técnicos. Contudo, é necessário também saber qual a área de maior necessidade no mercado e que um curso técnico também não precisa, necessariamente, ser de dois anos. Há cursos de até seis meses que, se bem escolhidos, já podem garantir uma vaga mesmo em período de crise. Geralmente as áreas cuja tecnologia está mais presente de uma forma mais ativa, reserva sucesso para o investimento.
O tempo médio de espera para o nível superior, para a entrada ou recolocação no mercado, a depender da área, pode chegar até dois anos, enquanto para o nível técnico pode chegar até seis meses. Essa é a principal razão de muitas pessoas estarem fazendo o caminho inverso, ou seja, após uma formação superior estão buscando uma qualificação técnica. As empresas hoje, em especial as do setor produtivo, buscam profissionais não só por seus conhecimentos, mas também por suas habilidades. E, acredite, mesmo com o momento em que o Brasil atravessa, com mais de doze milhões de desempregados, quase a metade das empresas encontra dificuldades para preencher vagas. E é na área técnica que está concentrada a maior quantidade de profissionais que escolhem as ofertas de vagas.
A oferta do ensino superior foi uma revolução positiva nos últimos cinco ou seis anos e vem crescendo bastante na proporção que cresce também a disputa numa seleção. Já reparou que até pouco tempo se disputava uma vaga com quatro ou cinco candidatos e hoje, no mínimo, triplicou? Infelizmente, hoje um curso superior não é sinônimo de conhecimento, de qualificação. Para que isso seja uma realidade se faz necessária a combinação de três fatores: a área escolhida, a seriedade da instituição de ensino composta por professores capacitados e o interesse do aluno. E isso vale também para o ensino técnico.
Não há dúvidas de que certos conceitos recaíram sobre as funções técnicas quando da grande disseminação de ofertas em faculdades espalhadas pelo país. Muito pela questão já apontada aqui sobre já começar mandando e ganhando bem, ou mesmo focar no sonho em uma área – e repito que não se deve desistir do sonho, apenas talvez se deva chegar por outro caminho – e alcançar o sucesso profissional. Quem pensa que conceitos reservados às áreas técnicas que envolvem salários baixos e baixo nível de reconhecimento ainda estão na moda, precisa urgentemente olhar ao redor e reavaliar seu caminho, ou continuar se espremendo junto a tantos que esperam pelo fruto para poder identificar a árvore.
Fonte: Marcos Aurélio da Costa http://www.logisticadescomplicada.com/

Por que o comércio já tem produtos de Natal?

Com a passagem do Dia das Crianças, o próximo grande feriado festivo para o comércio é certamente o Natal. É um pouco cedo, pois faltam mais de 2 meses para que o bom velhinho venha nos entregar presentes, mas pode ser um bom negócio, tanto para os consumidores quanto para os lojistas.
natalGrande parte dos produtos de Natal sofrem do mesmo mal dos produtos perecíveis. E aqui não falo apenas de frutas, legumes e derivados de leite. São também perecíveis jornais, revistas, sangue e moda. Muitos produtos natalinos não tem nenhum valor passada a noite do dia 25. Quem vai comprar uma árvore de Natal no dia 26? Luzinhas piscantes? Decorações? E o que dizer dos brinquedos e presentes. Enquanto o preço deles certamente cai a partir do dia 26, as crianças querem seus presentes entregues na hora certa, afinal eles se comportaram o ano inteiro e o bom velhinho vai visitá-las.
Mas e a logística das vendas do Natal? As cadeias de suprimentos que alimentam as vendas natalinas tem situações críticas e específicas, como ocorre nas festas temáticas (dia dos namorados, dia dos pais, dia das mães, dia das crianças…).
1. Os produtos destas festas são altamente sazonais. Muitas lojas de departamento tem um espaço dedicado apenas para itens sazonais. Essas seções de itens sazonais tem um giro de produtos que segue o calendário das festas: Natal, ano novo, carnaval, etc. Ocorre que depois do dia das crianças, o próximo grande evento é realmente o Natal. Então, vale mais a pena colocar produtos natalinos agora, do que deixar as prateleiras vazias.
2. As lojas de departamento ajudam os consumidores a se prepararem para o Natal. As decorações, árvores, pisca-pisca, meias e bengalas são compradas e instaladas muitas semanas antes da chegada do papai Noel.
3. Como são produtos sazonais, muitos consumidores preferem comprar cedo, para não correr o risco que seu produto preferido acabe.
Para ajudar, no Brasil muitas pessoas começam a utilizar o 13o salário adiantado e fazem as compras aos poucos nos cartões de crédito, o que contribui para o mercado natalino antecipado.
Finalmente, vale lembrar que a logística não tem culpa pelas musiquinhas que as lojas insistem em tocar nessa época…

Fonte: Leandro Callegari Coelho http://www.logisticadescomplicada.com/ 

sábado, 24 de setembro de 2016

Estradas explosivas



A mídia vem noticiando ultimamente vários acidentes assustadores nas estradas brasileiras. Várias mortes, várias vítimas com ferimentos e várias pessoas que jamais esquecerão as cenas trágicas que testemunharam quando das explosões de caminhões-tanque, após um tombamento ou colisão, com as chamas avançando sobre tudo e sobre todos. Isso não só é assustador como recorrente. Quais elementos estão envolvidos em tantas ocorrências que contribuem para o medo ao pegar uma estrada no Brasil? As exigências satisfazem o mínimo da segurança necessária ao cruzarmos com essas “bombas-relógio”? Os condutores estão qualificados? A manutenção desses veículos está de acordo com o perigo que representam?

Essas e várias outras perguntas surgem sempre que nos deparamos com imagens de chamas engolindo tudo pela frente. Mas, os elementos envolvidos em acidentes do tipo são bem mais complexos e fogem ao entendimento geral. Aqui estão envolvidos o despreparo, a omissão, a autoridade, a ganância, a exploração do trabalho, a droga, a falta de infraestrutura e a irresponsabilidade de funcionários, patrões e do poder público.

Estive presente nesse mercado por alguns anos e, em outros, rodei milhares de quilômetros por estradas brasileiras quando de minhas consultorias acompanhando obras de infraestrutura pelo Brasil e, além daquelas perguntas que citei, uma em especial surge primeiro que qualquer outra: “e se fosse comigo?”

Presenciei vários acidentes em que a imprudência imperava sobre a ação, mas um me chamou mais atenção: um condutor de um caminhão-tanque carregado com gasolina teve uma pane de freio em uma das rodas traseiras. Ele dirigiu alguns quilômetros superaquecendo a roda até que o fogo tomou conta do pneu, e rodou mais uns metros até parar num posto de combustíveis para usar o telefone. Alheio ao perigo e sem se preocupar com os curiosos que se aproximaram sem a mínima noção do risco. Infelizmente, ele tem muitos semelhantes.

Só esse exemplo contempla a maioria dos elementos de risco os quais mencionei anteriormente. Bom que esse não terminou em tragédia, mas refletiu tudo de inapropriado quanto aos conceitos de uma condução segura, proteção de área e procedimentos em emergências sobre os quais abordei em artigos anteriores que falavam dos riscos do transporte de produtos perigosos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1,25 milhão de pessoas no mundo morrem por ano em acidentes de trânsito. Se considerarmos que uma morte já seria um absurdo, no Brasil são mais de 47 mil mortes e mais de 200 mil pessoas hospitalizadas por ano. Não temos, sequer, levantamentos concretos, pois os números do Ministério da Saúde apontam “apenas” 43 mil mortes e não se tem um acompanhamento sobre a alta hospitalar. Controverso também, quando comparamos os números do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), de 2015, que apontam 42.500 indenizações por morte e, pasmem, 515.750 por invalidez. E, mesmo com o que conhecemos sobre a demora dos processos judiciais no Brasil e sobre a investida da corrupção na área do DPVAT, sabemos que esses números não refletem uma realidade e podem ser ainda mais graves do que aparentam quanto às vítimas fatais.

Não se têm números precisos sobre a situação em particular desse tipo de transporte, o que se sabe mesmo é que as estradas já oferecem perigo suficiente para causar mortes; que tem muito departamento de manutenção dizendo ao motorista que consertará o sistema de freio na “próxima” viagem; muito dono de caminhão preocupado com o valor do frete e sem dinheiro para a manutenção e qualificação de seus motoristas, outros preocupados em aumentar seus lucros; muitos motoristas sem juízo conduzindo cargas perigosas e muitos transeuntes sem a noção dos riscos aos quais estão submetidos por simplesmente cruzarem com essa série de elementos envolvidos numa tarefa que, em grande parte, deveria ser bem diferente.

A paz na estrada se constrói bem antes de pegar o volante; antes mesmo de construir a estrada, o veículo e o profissional que o conduzirá.
Fonte: by Marcos Aurélio da Costa in Gestão, Logística, Transportes em http://www.logisticadescomplicada.com

sábado, 20 de agosto de 2016

Por que empresas fecham após uma crise?

O fim de uma crise pode trazer falsas sensações para empresas cujas contas estão em desequilíbrio. Aquela coisa do “passou!” ou aquela do “agora vamos que vamos!” não acontecerá se não houve um bom planejamento, controle e o ganho de muito conhecimento nesse período. São muitas as empresas que fecham as portas durante uma crise por falta de “jogo de cintura”, mas também são muitas as que fecham após as turbulências, pois o mercado recupera seu ritmo bem mais rápido do que aquelas que não se prepararam para a retomada da economia.
Não deixa de ser algo muito natural no Ciclo da Economia, porém, é algo evitável ser surpreendido pela velocidade de seu mercado de atuação. A maior causa está em se focar no problema e não nas soluções. Temos um hábito mortal de olhar só para o problema e de lhe fornecer energias para que ele se agigante. Não deixa de ser um caminho necessário pensar em como superar uma crise, mas não se pode dispensar muito tempo nessa fase, pois o mais importante é como sua empresa estará ao final dela. Isso é de grande valia para novas ideias, novos modelos para o mercado e até para evitar grandes prejuízos.
Semana passada, pedi o que talvez possa ser minha última pizza num estabelecimento perto de onde moro. A qualidade caiu assustadoramente, embora o preço tenha se mantido. Em conversa com o proprietário, exercendo meu direito de consumidor ao reclamar da qualidade, vieram todas as palavras ligadas ao período difícil: matéria-prima mais cara, redução de custos, demissões, contas atrasadas… Opa! Tudo errado! Essas palavras fazem parte apenas daquela primeira parte citada: superar a crise. E quanto à parte principal de como estarei ao final da crise? Isso está diretamente ligada às outras perguntas para as quais se tem que saber as respostas de bate-pronto, como: aonde foram meus clientes? Quantos funcionários deverei contratar? Quanto devo pagá-los? Em quanto tempo conquistarei a qualidade plena?
Imagine-se de mãos atadas para trás enquanto vê o leite fervendo e subindo, subindo… Assim é sua empresa ao final de uma crise: seus clientes lhe abandonaram porque você abandonou sua qualidade e o bom serviço, seus melhores funcionários lhe abandonaram porque você não formou uma relação de parceria, e isso inclui bom relacionamento, pagamentos justos, reciclagens… E, para piorar, a mão-de-obra ficou escassa de uma hora para outra e agora você deverá pagar um salário mais alto do que seus antigos funcionários e qualificá-los sem nenhuma garantia de que não esteja perdendo tempo e ainda mais qualidade nos processos. E, com o leite prestes a derramar, ou você tem coragem para se virar e correr o risco de queimar as mãos ou ainda, antes do leite ferver, conseguir desatar suas mãos. Esta última e melhor opção é sinônimo de planejamento.
O problema é que a grande maioria pensa em soprar forte e apagar o fogo, sem se preocupar com os efeitos do gás que pode matar lentamente ou colocar tudo pelos ares em pouquíssimo tempo.
Voltando ao exemplo da pizzaria, vamos imaginar que, com a perda de qualidade, de cada 100 clientes, pelo menos 50 procurarão os concorrentes de imediato; com a redução dos custos e uma leve diminuição no preço final, mais 20 novos clientes surgirão fugindo de preços altos dos concorrentes. E se nesse momento a solução fosse a manutenção da qualidade? Ousar ainda é a melhor receita para gerar receita. E, mesmo com lucro zero, a pizzaria estará no mesmo eixo da qualidade, mantendo grande parte de seus clientes com o know-how para resgatar ou conquistar outros após essa fase de substitutibilidade. Caso opte mesmo em reduzir a qualidade, ao retomá-la, seus custos retornarão maiores que os anteriores, com o tempo contando, daqueles 50 clientes, 40 também a abandonará mais tarde e, com uma estrutura inchada, ela passará a ter aqueles 20 – os dos preços baixos e fieis só até acharem um preço menor – e mais uns 10 como base. Das duas uma: ou fecha ou se torna medíocre.
É muito importante saber que você precisou de dinheiro para construir sua marca e hoje é ela que lhe fornece o dinheiro, e este não paga qualquer dano a que ela seja submetida.
É mesmo um grande erro as empresas acharem que para a saída de uma crise a qualidade tenha que ser afetada. Isso está muito ligado à ganância ou ao desespero e não ao modelo de mercado ideal. Pensando pequeno, opta-se sempre em entregar o tesouro à concorrência ousada.
Fonte: by Marcos Aurélio da Costa in Gestão, Logística    

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Qual seria o seu esporte olímpico no trabalho? Faça teste e descubra

Teste mostra em qual modalidade o perfil do profissional se encaixa.
Atletismo e tiro esportivo são algumas das modalidades esportivas.

Fonte: Do G1, em São Paulo
Thiago Braz da Silva comemora a medalha de ouro no salto com vara e também o novo recorde olímpico da modalidade, de 6,03 metros (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
A Olimpíada é o assunto do momento e algumas modalidades esportivas têm mais relação com o ambiente de trabalho do que os profissionais imaginam. E se o escritório fosse um esporte, qual você se enquadria? Qual seria a sua modalidade?
saiba mais
Focado em resultados, tempo como inimigo, trabalho coletivo ou executor? Esses são algumas das características presentes no perfil profissional e também na Rio 2016.
A FIT RH Consulting desenvolveu um teste para que o profissional descubra em qual modalidade olímpica seu perfil se encaixa. Veja o teste e responda as perguntas:
1- Em uma situação de crise em seu departamento, o que você faz?
a) Senta sozinho, respira, e tenta achar uma solução para o problema;
b) O tempo é quem dita a resolução da crise;
c) Reúne os colegas de trabalho para encontrar a solução;
d) Se desdobra para que o problema seja resolvido com precisão;

2 - Em uma reunião de trabalho:
a) Você pensa no próximo passo depois da reunião;
b) Você fica de olho no relógio cronometrando o tempo de reunião;
c) Você escuta o que a equipe tem a falar e também fala o que pensa para chegar a uma estratégia;
d) Você só pensa na execução que tem que ser perfeita dos projetos discutidos na reunião;

3 - Qual sua principal característica dentro da empresa?
a) Focado: você é o profissional que esquece o ambiente em que está inserido e foca no resultado de uma ação;
b) Resultado: você é o profissional do tempo x resultado;
c) Estrategista: você pensa na estratégia, mas depende da atuação do coletivo;
d) Executor: é a linha de frente na execução dos projetos com precisão;
4 - No horário de almoço você:
a) Prefere almoçar sozinho com seus pensamentos;
b) Almoça rapidinho para aproveitar melhor o tempo;
c) Almoça com a galera e discute assuntos de interesse geral;
d) Almoça sozinho ou acompanhado;
5 - No happy hour:
a) Não vai para o happy hour;
b) Passa rapidinho, descontrai e vai embora na mesma velocidade em que chegou;
c) Vai com a turma, bebe socialmente, dança o que tiver tocando e fala de assuntos diversos;
d) Não bebe e se desdobra para dar atenção a todo mundo;

Para saber qual o seu perfil, some as letras para saber qual foi a mais escolhida:

Maioria A: Tiro Esportivo
É o funcionário focado no resultado.  É concentrado e com calma ímpar.  Normalmente se desenvolve melhor sozinho e ganha a medalha que ninguém esperava.
Maioria B: Atletismo
O tempo é sempre seu inimigo. Faz tudo com muita rapidez para entregar o resultado. É o que corre atrás da meta e do prazo. Para esse profissional, quanto antes a entrega, melhor.  Dele, todo mundo espera a medalha, mas têm concorrentes tão bons quanto ele.
Maioria C: Futebol
É funcionário da coletividade, que escuta os colaboradores e pede opiniões sobre o trabalho. É sempre o mais disputado nos almoços e happy-hours, mas quando falha é o mais criticado.
Maioria D: Ginástica
Funcionário que tem preocupação com a execução do projeto ou serviço e se desdobra para que ele ocorra com perfeição e um “quê” de beleza.  É aquele funcionário pouco valorizado, até ganhar a medalha de ouro.

Brasileiros ainda deixam emprego por falta de oportunidade, diz pesquisa

34% buscam novo trabalho por insatisfação com remuneração e benefícios.
Profissionais do Brasil estão entre os que mais querem saber de novas vagas.

Fonte: Do G1, em São Paulo

Vinhedo segue na contramão e teve saldo positivo de vagas  (Foto: Reprodução/EPTV) 
Muitos brasileiros buscam novo emprego quando não possuem oportunidade de desenvolver a
carreira (Foto: Reprodução/EPTV)
Pesquisa do LinkedIn mostrou que muitos profissionais brasileiros ainda deixam o emprego por falta de oportunidade de crescer na carreira. Segundo o levantamento, 40% dos trabalhadores disseram que isso é o maior motivador para mudar de empresa.
Buscar um trabalho desafiador (38%), insatisfação com remuneração e benefícios (34%), insatisfação com ambiente de cultura da empresa (30%) e insatisfação com recompensas e reconhecimento (26%) foram citados como os principais fatores para buscar uma nova oportunidade de emprego.
A pesquisa questionou os profissionais sobre a receptividade para uma proposta de emprego, o conhecimento sobre a empresa antes de se candidatarem a uma vaga e os recursos que esses profissionais utilizam para trocar de emprego.
Nova oportunidade
Os brasileiros também estão entre os mais interessados em ter conhecimento sobre uma nova oportunidade de emprego: 94% deles estão abertos a receber uma proposta, enquanto em outros mercados o percentual é de 90%.
O alto índice pode ser explicado por dois fatores também identificados na pesquisa, já que os brasileiros costumam enfrentar alguns desafios ao trocarem de emprego: 24% têm grandes dificuldades para negociar salário, benefícios e cargos, e 35% não sabem como é trabalhar na empresa quando aceitam a proposta de emprego.
Os principais aspectos que o brasileiro procura saber sobre as empresas são: cultura e valores (70%), benefícios (68%), ponto de vista dos funcionários (59%), estrutura da empresa (59%) e localização (54%).
No Brasil, 32% dos profissionais tomam conhecimento sobre uma vaga por meio de alguém que eles conheçam dentro da empresa, enquanto a média global é de apenas 21%.
Os brasileiros também valorizam o feedback, já que 29% dos candidatos disseram que ficam frustrados por não receber um posicionamento da empresa após o processo seletivo.
O levantamento foi feito com mais de 26 mil profissionais em 30 países, sendo 664 brasileiros, entre janeiro e março de 2016.

domingo, 14 de agosto de 2016

Qual a diferença entre cargo júnior, pleno, sênior, master e especialista?

Quando um profissional entra em uma empresa, depara-se com denominações do tipo, cargo júnior, pleno e sênior. Muitas pessoas ficam na dúvida em estabelecer uma denominação exata sobre estes termos. Normalmente cada empresa estabelece uma denominação e classificação própria para cada cargo. Sendo assim, se você nesse momento é um júnior em uma empresa de grande porte pode ser que, em uma empresa menor passe a ser pleno. Grande parte das empresas classificam a carreira de um profissional como: estagiário, júnior, pleno, sênior, master e especialista. Geralmente essa classificação ocorre pelo tempo de experiência dentro de uma empresa. Separamos também 5 dicas para iniciar sua carreira em TI, confira. Normalmente avalia-se a experiência de um profissional pelo tempo de serviço. Porém, os trabalhadores da web, geralmente possuem registro por Pessoa Jurídica, para isso, o mais importante é possuir os conhecimentos que o cargo está exigindo. Deste modo tem-se a classificação levando em consideração os treinamentos e as habilidades técnicas. Leia esta dica: Como iniciar minha carreira em TI A classificação, como já havia mencionado antes, acontece pelo tempo de trabalho em uma empresa. Assim, profissionais em início de carreira, com cinco anos no mercado, são classificados como júnior; de seis a nove anos, Pleno; a partir de dez anos sênior e de quinze anos, Master. Classificação: Nível Tempo de experiência Formação Responsabilidades Trainee 2 a 2 anos e meio Recém-graduado Tarefas de pequena ou média complexidade em área(s) específica(s). Elabora projetos (sob supervisão) Junior (JR) até 5 anos Recém-graduado Funções de procedimentos simples ou que não exigem profundo conhecimento em um ramo de atuação Pleno (PL) 6 a 9 anos Pós-graduado Atividades específicas, que exigem profundo conhecimento. Toma decisões endossadas por um superior. Sênior (SR) a partir de 10 anos Pós-graduado + Gestor Toma decisões. Age de forma autônoma, com base no conhecimento e experiências adquiridos ao longo da carreira. Gere pessoas e projetos. Master 15 anos ou mais Pós-graduado + Gestor + Certificações Atua fora do processo de supervisão ou por demandas. Gere projetos / negócios. Possui autonomia plena. Ao se tratar de cargos e mudanças deles por tempo de serviço, também há mudanças do tipo de trabalho e as exigências que são empregadas. Assim, o júnior, está em fase de aprendizado, realizam atividades sem muita complexidade e com maior prazo de tempo, os profissionais pleno, precisam assumir praticamente qualquer atividade, a única diferença é que nas atividades de maior exigência eles são acompanhados profissionais com mais experiência, o sênior, por sua vez, recebe atividades difíceis e com pouco prazo de execução, a responsabilidade é extrema, sem chance para os erros. Que tal melhorar seu currículo com: 11 dicas para seu currículo profissional Outra diferença bastante significativa e esperada por todos os profissionais é o aumento do salário. Com a mudança de cargo, o aumento salarial acontece, porém, as responsabilidades também precisam acontecer. Estar em um nível superior exige comprometimento e determinação. Não podemos esquecer que essa classificação por tempo de serviço não é uma conta exata, pois, existem profissionais que não conseguem passar de nível, não evoluíram o suficiente para a transição de cargo. Se você pretender alcançar o sucesso em sua vida profissional, é muito importante ter conhecimento das funções de cada cargo. Procure saber o máximo possível, use vocabulário apropriado, siga e respeite os critérios. Seguindo todas orientações você estará pronto para ingressar em outro cargo, evoluir profissionalmente. Aquele que não tem dedicação pelo seu trabalho, por novos conhecimentos e fica estagnado em seu cargo atual, jamais conseguirá uma promoção, assim, esteja sempre atualizado em seu meio e com certeza conseguirá novas posições dentro da empresa. Leia também: Você é contra ou a favor da regulamentação do profissional de TI? Como funciona para colocar meu nível no currículo? Nas maioria das empresas a classificação não é tão utilizada, mas você saberia colocar esta informação no seu currículo, e para qual vaga deveria se candidatar? Consultamos algumas empresas de Recursos Humanos e elas foram unanimes em mencionar que você não deve colocar esta classificação, apenas apresentar onde você já trabalhou e por quanto tempo, mas porquê? Pelo fato de que a própria empresa fará a classificação de seu nível. Leia também 10 itens para evitar em seu currículo. Em relação às vagas, a consultora explica que as empresas já dizem que tipo de candidato estão buscando. Por exemplo, mais do que dizer que estão procurando um analista pleno, elas estabelecem os pré-requisitos, ou seja, quanto tempo de experiência o profissional precisa ter, o grau de escolaridade e o nível de inglês.

Fonte:
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https://www.oficinadanet.com.br/artigo/carreira/qual_a_diferenca_entre_cargo_junior_pleno_senior_master_e_especialista
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A logística a serviço do Brasil

Para qualquer direção que olharmos enxergaremos a logística. Seus macroprocessos de entrada e de saída, internos, reversos e de fluxos das informações compõem o principal e mais espetacular serviço prestado a um país. A Logística é o mais concreto meio de desenvolvimento econômico que proporciona ao Brasil o alcance de metas através da viabilização de vários outros processos em qualquer segmento no mercado dando-lhes a chance de êxito, embora não pertença aos processos logísticos nada que possa ser classificado como fácil.
Já parou para pensar que para qualquer atividade comercial conta-se sempre com os processos logísticos? E isso não se restringe apenas aos serviços de transporte. Hoje, tudo o que é realizado necessita da parceria com a Logística, pois ela está presente do teto em que você mora até a comida que vai à sua mesa.
O que seria da Agricultura sem os meios inovadores de colheita e de armazenagem? Da Construção Civil sem a disponibilização da infinidade de materiais necessários para suas atividades? E não é despropositada a citação das principais áreas que alavancam a economia brasileira. Mas, vale também citar a presença da Logística junto ao autônomo que promove o empreendedorismo essencial para seu sustento e para promover o papel do Estado, muitas vezes negado. Só estas razões bastariam para termos uma logística mais bem assistida pelos governos e desconstruirmos determinados conceitos presentes, nas áreas públicas e privadas, que tratam os investimentos em logística como custos.
De outra forma não poderia ser explicada a displicência e irresponsabilidade do poder público para com a Logística. Estamos atrasados por termos ainda o transporte rodoviário como principal modal, ao mesmo tempo que as estradas brasileiras limitam faturamentos e tiram vidas pelas suas precariedades.
Com apenas 12% das estradas asfaltadas, parece uma sandice termos mais de 70% de nossas cargas transportadas por rodovias. Com o evidente desenvolvimento das atividades portuárias, por onde passa uma boa parcela de nossas riquezas, parece, no mínimo, inadequado que nossos portos não tenham a estrutura necessária para tal. E o que falar de nossas ferrovias e suas bitolas incompatíveis que ligam algo a coisa nenhuma? Na verdade, em pleno século XXI, deveríamos estar numa condição bem diferente e poderíamos atravessar as crises previstas nos ciclos econômicos de forma bem mais branda, pois nessas horas o poder da competitividade é potencializado por uma boa infraestrutura logística que possibilita processos mais enxutos.
Do contrário do que queríamos, temos um custo logístico extremamente alto. Cerca de dois terços do custo de um produto estão ligados às despesas logísticas. Porém, o que poderia ser totalmente ruim inunda o setor de expectativas. Ou você tem dúvidas sobre as imensas possibilidades de melhorias dos processos? A busca por alternativas para diminuir esses custos batem de frente com a falta de investimentos no setor, é bem verdade, mas há um campo interno ainda pouco explorado que depende do conhecimento para ser melhorado.
A solução aponta para o setor privado e sua atitude em não esperar pelo poder público. Cada vez mais fica evidente que as concessões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos implicam numa nova condição para o Brasil. Claro que o correto seria uma maior participação dos impostos arrecadados no desenvolvimento logístico do país, a exemplo de muitos países que investem em inovações na armazenagem e no escoamento de seus produtos, mas tudo piorou quando passamos a esperar de maneira exclusiva pelo que não veio.
Com todo esse ambiente controverso e com todas as dificuldades que são agigantadas pelas deficiências da infraestrutura logística brasileira, essa área presta um extraordinário serviço ao país através de seus profissionais, ainda carentes de qualificação em sua maioria, mas valentes e determinados, tendo como principal objetivo proporcionar caminhos para que outras áreas alcancem seu sucesso.
Sempre que pensar em qualquer processo, veja e reveja os processos logísticos envolvidos. Eles podem determinar quanto custarão, como ocorrerão e quais serão os resultados de suas atividades.
Fonte: by Marcos Aurélio da Costa in Geral, Logística    

sábado, 30 de julho de 2016

Como gastar menos tempo em reuniões de trabalho


A maioria das pessoas já ficou presa em uma reunião cansativa. Estima-se que funcionários passem, em média, 62 horas por mês em reuniões. Metade desse tempo é considerado perdido.
Uma pesquisa da Bain & Company mostrou que companhias e executivos gastam por volta de 15% do tempo coletivo de uma organização em reuniões e essa porcentagem vem aumentando desde 2008. Com empregados admitindo que, muitas vezes, usam esse tempo para sonhar acordados ou trabalhar em outras coisas, fica claro que nem todas as reuniões são boas e produtivas.

A solução para esse problema de produtividade é simples: gaste menos tempo em reuniões. A chave para isso é administrar a comunicação e ter mais conversas pessoais com empregados e colegas de trabalho. Em vez de colocar todo seu departamento dentro de uma sala de conferência para ver um PowerPoint entediante, conversar diretamente com um membro do time pode ser muito mais produtivo.
Se uma reunião em grupo é absolutamente necessária, tente fazê-la rapidamente e em pé. Reuniões assim são famosas por manterem seus participantes alertas e engajados, e podem até reduzir o tempo de reunião em 34%. Um tempo menor de reuniões pode encorajar indivíduos a maximizar suas produções e sua efetividade. De acordo com a Harvard Business Review, reuniões mais curtas são benéficas, pois as pessoas ficam mais atentas quando as coisas acontecem rapidamente, dando a impressão de que se elas não prestarem atenção, perderão uma informação importante.

Corey Wainwright, diretor de conteúdo da Hubspot, afirma que instituir reuniões curtas e em pé no lugar de encontros formais para discutir projetos “mantém todos no mesmo caminho e deixa todos mais produtivos. Sem contar que elas te permitem agir mais rápido ao ver que algo de errado está sendo feito em seu projeto.”
A solução para esse problema de produtividade é simples: gaste menos tempo em reuniões. Ao fazer isso, você pode aumentar sua produtividade e extrair o melhor do seu precioso tempo.
Fonte: http://www.forbes.com.br

Qual dos quatro tipos de líder é você?

Liderança é mais do que ser um chefe. É você conduzir pessoas em direção a um objetivo não como um monarca, mas como um tutor que aponta, orienta e dá apoio. Qual dos 4 tipos de líder você é?
Ser um líder é bem diferente de ser um chefe.
O líder, mais do que superior hierárquico, é uma pessoa que deve inspirar, apontar o caminho, orientar durante a jornada e dar o apoio para que os liderados consigam atingir os objetivos.
Como cada pessoa tem uma personalidade, um histórico e experiências diferentes, é natural que os líderes não sejam iguais. E é bom que não sejam. Existem equipes e profissionais que se adaptam a um tipo de líder, enquanto outras simplesmente não conseguem trabalhar com certo tipo de líder.
Não há nada de errado com um ou com o outro, mas de fato existem incompatibilidades que devem ser trabalhadas para que haja uma boa relação entre o líder e a sua equipe.
Basicamente há 4 tipos de líder e você deve se encaixar em um deles ou mesclando partes de um e de outro. Os tipos de líder não são fatores absolutos para enquadrar as pessoas limitando-as. Mas conhecer os tipos de líder a fundo fornece a você informações bem interessantes.

O Leão

É o líder mais inteligente, mais bonito, mais competente e mais modesto. Pelo menos é assim que ele vai se definir.
O líder Leão valoriza bastante a imagem dele e às vezes da equipe. Ele tem um apetite para desafios e quer que a equipe dele seja sempre a melhor em tudo.

Aspectos positivos

  • Vai forçar a equipe a se superar e atingir altos níveis de qualidade.
  • Com a autoestima tão alta, pode atrair as atenções da empresa para a equipe ou departamento.
  • Em casos de injustiça ou quando sua equipe é ameaçada, ele pode partir para cima protegendo a equipe dele com unhas e dentes.

Aspectos negativos

  • Pode exaurir a equipe assumindo muito trabalho e prazos muito apertados.
  • Pode acabar tomando muito a frente da equipe e não deixar espaço para a equipe brilhar também.
  • Pode acabar tornando o ambiente informal demais.

O Touro

É o líder pau pra toda obra. O diretor pede um prédio de 100 andares em 30 dias, ele não sabe como fazer, mas aceita o desafio.
O líder Touro é focado no dever. Se a empresa precisa daquele projeto, ele vai suar a camisa dele e da equipe dele até o projeto acontecer.

Aspectos positivos

  • Vai mover sua equipe até o trabalho ser concluído.
  • Vai ensinar os novatos sobre como as coisas funcionam, mas não espere nada muito formal.
  • Ainda que o prazo seja apertado, vai mover céus e terras para o trabalho acontecer.

Aspectos negativos

  • A qualidade e os floreios não são importantes.
  • Se alguém na equipe não corre no mesmo sentido, ele vai forçar a pessoa a entrar no ritmo ou livrar-se dela. Não necessariamente nesta ordem.
  • Pode não ser tão competente como gestor, focando mais nos resultados do que nas pessoas.

O Falcão

É o líder que enxerga quilômetros e quilômetros de distância. Ele é aquele que entende bem os mecanismos da empresa e do mercado.
O líder Falcão desenha o escopo do projeto, todas as variáveis e sabe como todas as forças envolvidas vão agir, só não sabe quando o projeto ficará pronto.

Aspectos positivos

  • Valoriza números, gráficos, projeções e planejamento. Pouca coisa foge de seu olho crítico.
  • Sua equipe será bem treinada e bem preparada para todo tipo de situação.
  • Provavelmente será bem organizado ao gerenciar as pessoas com feedbacks e dados de desempenho.

Aspectos negativos

  • Por sua necessidade de detalhar as coisas, o trabalho pode demorar e até atrasar. A equipe tem sempre que estar por dentro das variáveis.
  • Espera-se da equipe que trabalhe no ritmo proposto deixando pouco espaço para correria e furos.
  • Quase não haverá espaço para informalidade e improvisos

O Peixe

É o líder que carrega seu cardume ao seu redor para comemorar as vitórias e chorar as derrotas.
O líder Peixe é imbuido da vitalidade da sua equipe e da energia social que ela representa.

Aspectos positivos

  • Acolhe as pessoas da sua equipe com bastante afeição.
  • Faz questão de comemorar as vitórias, aniversários e fazer eventos com a equipe fora da empresa.
  • Mobiliza toda a equipe para ajudar os membros com maior dificuldade.

Aspectos negativos

  • Pode prejudicar ou afastar os profissionais da equipe que estão fora de seu grupinho particular.
  • Pode ter dificuldade ou insegurança para resolver suas atividades longe da segurança de sua equipe.
  • Pode acabar priorizando as tarefas que ele escolhe ao invés do que as que são importantes para a empresa.

Conclusão

Ser líder de qualquer um dos 4 tipos de líder tem seus pontos positivos e negativos. E é claro que não há um líder supremo ou impecável. Todos eles tem suas falhas e acertos.
O que determina o sucesso do líder, independente dos 4 tipos de líder é sua competência, capacidade de gestão, foco, organização, disposição e humanidade.
Cada empresa, projeto e pessoa lida melhor com um tipo ou outro, cabe a todas as partes compreender que existem perfis distintos e que nem por isso um ou outro é mais ou menos competente.
O sucesso é a única possibilidade!
Fonte: Rafael Honorato, em http://www.administradores.com.br

domingo, 24 de julho de 2016

Você está sob o sol?

Com o desenho da atual crise, o Mercado de Trabalho se afunila ainda mais. Aliás, não há nada mais eficiente do que uma crise para enxugar os processos e aperfeiçoar os meios necessários para produzir com menos. Embora muitos empresários e colaboradores mantenham o foco nos problemas que uma crise revele ou agrave, o foco deve se voltar mesmo é para as soluções, para novas ideias, para novos caminhos que os façam perder aquela gordurinha do comodismo e deixar de lado aquelas ações rotineiras que tornam pessoas iguais, processos inflexíveis e clientes sem importância.
É nesse momento que toda a estrutura de mercado sente a necessidade de se superar, e aí as revoluções podem ser maravilhosas. O realinhamento, que inclui empresas e pessoas, vem tirar do marasmo e da incredulidade verdadeiras pedras preciosas. Mas, para isso, o conhecimento, que é a base de tudo, deve vir recheado com ousadia e com a vontade de sair das sombras da mesmice e aproveitar seu lugar ao Sol. Sim, é nesse momento que as empresas investem em mudanças e as pessoas que buscam por mudanças, pessoas que se estruturaram para fazer a diferença, estarão sob o Sol.
Em um Momento de Mercado falávamos sobre as oportunidades de negócios quando a sala inteira emudeceu com o comentário de um aluno. Antes, estavam todos reclamando, expondo suas incertezas e angústias sem muita esperança de uma recolocação no Mercado de Trabalho e até sujeitos às propostas naturais que surgem com a intenção de amenizar o sofrimento de alguns que, na verdade, só pioram as coisas: “o momento é para esperar e ver o que vai acontecer” ou “quando isso passar, tudo vai ser como era antes”. Aí, veio uma verdadeira “pancada” na cabeça de muitos quando um aluno interrompeu as várias vozes que se digladiavam e disse que saiu de um emprego para fazer parte de um projeto numa outra empresa que lhe pagará o dobro de seu salário anterior.
O silêncio imediato não foi proporcionado pela contestação da maioria. É que todos sabiam que aquele aluno era o mais pontual, o de melhores notas e o que mais tecia comentários sensatos em sala de aula. Ele realmente é uma pessoa que se diferencia dos demais. E o que foi mais impressionante é que ninguém precisou complementar para convencer os que lá estavam sobre as oportunidades que rodeiam quem é diferente. A sala ficou convencida da forma mais natural possível, e uma frase simples e despropositada em calar quem não esperava que ela viesse como veio, colocou todos a pensar e a se perguntar sobre seus comportamentos, suas ações, suas omissões e suas maneiras de ver aquilo que muitos veem de uma forma bem diferente.
Levei essa experiência então, para minha equipe de trabalho e os questionamentos que surgiram em nossas mentes foram conduzidos por um questionamento pessoal que dividi com todos: “queremos o melhor emprego, a melhor família, a melhor forma de viver, os melhores amigos e as melhores coisas sem que sejamos disciplinados a sermos melhores?” O que estamos fazendo de diferente para que tenhamos algo diferente?
A célebre frase que diz que “o Sol nasce para todos” de nada vale se não estivermos dispostos a estar sob ele e conquistar esse lugar tão disputado, onde só os ótimos conseguem soprar forte para que as nuvens não os impeçam de brilhar.
Pessoas e empresas cometem os mesmos erros em seus processos gerenciais: limitam suas atividades sem pensar na reversão de tal momento e procuram estar no frescor das sombras. O Sol as persegue e elas sempre vão rodeando aquele objeto que lhes proporciona a sombra, até que chega o tempo em que aquele objeto não suporta o calor e, sem mais condições, lhes entrega ao sabor e ao calor do Sol. Despreparados, são surpreendidos e correm agora atrás do tempo perdido ou de algo que lhes traga sombra novamente: a sombra da mesmice.
Ninguém é obrigado a estar sob o Sol, mas não espere brilhar. O que eu posso lhes garantir com toda a certeza, sobre empresas e pessoas, é que, na maioria das vezes, somos nossa própria sombra.
Fonte: Marcos Aurélio da Costa

Os danos do stock out

Mesmo com o avanço da tecnologia e a criação de novos métodos de gestão, o controle dos estoques continua apavorando as empresas. Aliás, esse processo parece desafiar qualquer ideia que procure aperfeiçoar e cooperar com as mais diferentes formas e necessidades de se controlar um estoque.
Há muito tempo que a gestão de estoques não é presenteada com novas técnicas com foco na sua acuracidade. Há quem diga que processos como Just in time – que é um sistema de administração da produção que determina que nada deva ser produzido, transportado ou comprado antes da “hora certa” – e demais ações ligadas ao gerenciamento da cadeia de suprimentos não passaram com suficiência pelos processos de melhoria contínua que a dinâmica do mercado atual exige. Esse é um campo no qual novas ideias serão sempre bem-vindas. Porém, a visão sobre as vantagens de uma boa gestão de estoques, que seja responsável pelo planejamento e controle de todos os estágios da matéria-prima até o produto acabado entregue aos clientes, parece não muito bem fixada no comportamento do quadro de pessoal. Talvez aqui esteja mesmo a maior dificuldade da atividade.
Embora muitos não concordem, fomos e somos mesmo aculturados com ações de desperdício. Isso pode ser comprovado por várias pesquisas disponíveis na mídia que apontam para um desinteresse da maioria em controlar, conservar e garantir o uso correto de recursos. E dessa forma damos pouca importância aos meios necessários que levem um estoque à quase-perfeição. Não se assimilou ainda, como deveria, que um produto pode ter seu preço, sua qualidade e seu atendimento ao cliente, interno ou externo, bastante melhorado através de um controle de estoques eficiente. O pior disso é que essa falta de visão consegue agravar situações ligadas aos custos de aquisição e de manutenção dos estoques.
Os custos de um Stock out, o chamado “furo” nos estoques, normalmente são impossíveis de serem calculados, pois além do lucro não realizado, não se sabe o que mais a empresa perdeu no mercado com o impacto sobre sua marca, sobre outras vendas e sobre a perda de clientes, além de trazer uma indesejável vulnerabilidade aos seus controles físicos e de sistemas que, entre outras coisas, podem orientar para possíveis desvios aumentando as desvantagens financeiras. Acredita-se que, mesmo com todas as variáveis, um Stock out até possa passar despercebido, mas seus danos serão sentidos em alguma etapa do processo e, geralmente, sempre refletirá no bolso.
Um erro grave, comum a muitos outros segmentos no mercado, é o investimento em meios tecnológicos sem a parceria com investimentos ligados à qualificação das pessoas responsáveis pelos estoques. Uma empresa pode ter um controle magnífico com as pessoas certas e pouca tecnologia e falhar absurdamente com uma tecnologia de ponta nas mãos de pessoas inaptas que lidam com os estoques. A aptidão para lidar de forma responsável e eficiente com estoques não está presente em todos. Controlar estoques não é para quem só quer.
O Stock out transformou-se num importante indicador, mas no mais indesejável, já que se deve evitar, de todas as formas, que ele ocorra. Como indicador, deve ser adaptado para cada caso, contudo funciona como um termômetro dos processos internos apontando falhas que impactam desde a perda de uma venda até paradas importantes na produção. Há casos de empresas de pequeno e médio porte que baixaram definitivamente suas portas devido aos erros sistemáticos em seus estoques, e não quer dizer que grandes empresas também não corram tal risco.
Os danos provocados por Stock outs podem ser setoriais: quando afetam de imediato as informações necessárias para o andamento da rotina, como os limites de estoque mínimo, máximo, ponto de ressuprimento e outros; são intersetoriais: quando se tornam gargalos na produção, compras e geram dificuldades na expedição; e os de ordem externa: quando afetam rotinas de fornecedores e comprometem o atendimento dedicado aos clientes. Sejam quais denominações esses danos recebam, eles estão intimamente ligados e refletem sempre na insatisfação dos clientes, internos e externos.
Nessa batalha diária pelo funcionamento redondo do estoque, a solução paira sobre soldados e sobre o arsenal: a arma certa com o soldado certo. E me permitam continuar com a metáfora: “ganha sempre aquele que nunca considera vencida a batalha, que dirá a guerra”.
Fonte: Marcos Aurélio da Costa

Como a economia pode mudar sua vida

Já sabemos que a macroeconomia e suas variáveis, como a taxa de juros, inflação, desemprego e tantas outras, pesam sobre nossas decisões, nossas frustrações e realizações. Uma relação que muitas vezes parece injusta, pois a economia depende de nós enquanto nós dependemos dela.

A microeconomia, aquela que reflete nossas ações e omissões de forma individual, vem sendo desprezada diante da grande atenção que a macroeconomia nos vem tomando. Afinal, qual brasileiro hoje não está preocupado com o andamento da economia do país?
A verdade é que muitos brasileiros continuarão sofrendo por não terem uma disciplina escolar voltada à organização econômica – algo que é defendido por muitos – para aprender a tocar a vida de forma planejada. E como uma fração faz parte de um todo, esse conhecimento muito contribuiria para uma macroeconomia mais fortalecida e consciente.
Um controle econômico precisa essencialmente de planejamento e disciplina para se alcançar as realizações financeiras. Há quem diga que a disciplina é mais importante do que o dinheiro, pois se for pouco com disciplina pode dobrar, mas se for muito sem disciplina vai acabar.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou pesquisa apontando que 90% dos brasileiros têm dificuldades para quitar dívidas. A crise contribui, é claro, mas essas dificuldades também são significativas quando a economia é favorável, pois a maioria dos brasileiros sempre teve dificuldades para controlar suas finanças pessoais. Segundo o SPC (Sistema de Proteção ao Crédito), só em 2015, 3,4 milhões de pessoas foram negativadas no sistema. O número de brasileiros com dívidas em atraso chegou a 58 milhões no primeiro trimestre de 2016. Isso representa quase 40% da população entre 18 e 95 anos. E o pior é que, segundo uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), os números foram agravados por dívidas de serviços essenciais, como água e energia elétrica. É obvio que o aumento do desemprego que se abateu sobre mais de 11 milhões de brasileiros, e que ainda cresce de acordo com últimos levantamentos, agrava tais números, porém, será que se estivéssemos individualmente preparados para turbulências em nossa economia teríamos números tão expressivos?
A Fecomércio (Federação do Comércio de São Paulo) levantou todas as dívidas dos brasileiros e a soma foi de R$ 803 bilhões, e o mais assustador é que desse valor, que já foi maior, só os juros representam R$ 320 bilhões. Ao mesmo tempo em que é assustador, não é surpresa que os juros representem o maior fator de um endividamento crescente, depois do desemprego, que também tira a renda do trabalhador que se vê acuado e sem meios para sanar suas dívidas.
Contudo, não se pode negar que a falta de controle orçamentário se sobrepõe a esses fatores já citados, pois segundo especialistas, ganhar R$ 1 mil e gastar R$ 1,2 mil é a principal fonte de endividamento do brasileiro. Até mesmo usando o exemplo da dívida pública do Brasil, não se pode gastar mais do que se arrecada. E o indivíduo que não controla seus gastos de acordo com seu salário, que não se informa sobre os juros que está pagando, que contrata empréstimos sem planejamento e que não faz um controle detalhado de suas dívidas fixas e variáveis, corre sérios riscos de cair em um poço sem fundo.
Repito que planejamento e disciplina são essenciais. Se não estiver disposto a abrir mão de algumas coisas, de nada adiantará buscar controlar seu orçamento pessoal. Um bom começo é saber quanto custa uma hora real de seu trabalho (seu salário líquido dividido por 220) e comparar com o preço de algo cujo valor deverá ser dividido pelo valor de sua hora trabalhada. Se você ganha R$ 2.500,00 (já descontadas as taxas), por exemplo, uma camiseta de R$ 80,00 lhe custará 7 horas de seu trabalho; ou substituir aquele celular por outro de R$ 1.200,00 lhe custará mais de 105 horas de trabalho (mais de 13 dias de trabalho); ou ainda um simples lanchinho (refrigerante + sanduíche) pode lhe custar uma ou duas horas de seu trabalho. Vale a pena trabalhar horas por algo que talvez possa viver sem? É só uma questão de valorizar seu esforço, seu tempo e seu dinheiro lhe dando a dimensão do quanto realmente lhe custa algo, essencial ou não.
Você é quem está no controle de seus gastos. Economize e proteja seu futuro, renegocie dívidas sem adquirir outras maiores, informe-se sobre as muitas faces dos controles de suas finanças, pois a economia que lhe gera problemas também lhe traz soluções. Você e ela podem ter uma relação de sucesso.
Fonte: Marcos Aurélio da Costa

9 hábitos que atrapalham sua produtividade no trabalho

Nada sabota mais a sua produtividade do que maus hábitos. Eles vão aparecendo lentamente até que você percebe os danos que estão causando.
Maus hábitos vão atrasá-lo, diminuir a sua eficiência, torná-lo menos criativo e sufocar o seu desempenho. Conseguir controlá-los é fundamental, e não apenas por causa da produtividade. Um estudo da Universidade de Minnesota descobriu que as pessoas que exercem um alto grau de autocontrole tendem a ser muito mais felizes do que aqueles que não o fazem, tanto a curto, quanto a longo prazo.
Alguns maus hábitos podem causar mais problemas do que outros. O colunista Travis Bradberry, do site Entrepreneur.com, listou nove que considera os piores. Cortar esses hábitos poderá aumentar sua produtividade.

1. Navegar impulsivamente na internet

Bastam 15 minutos consecutivos de foco antes de poder exercer plenamente uma tarefa. Uma vez que você fizer isso, vai cair em um estado de euforia e de aumento da produtividade, chamado estado de fluxo.
As pessoas nesse estado são cinco vezes mais produtivas do que seriam de qualquer outra forma. Quando desvia o olhar para o celular com coisas não relacionadas ao trabalho, começa uma coceira para verificar as notícias, Facebook, o resultado do jogo de futebol, ou o que quer que seja. Você perde sua concentração.
Isso significa que você deve ter 15 minutos de foco contínuo para conseguir se concentrar e entrar no estado de fluxo. Se ficar se distraindo várias vezes, sua produtividade despencará.

2. O perfeccionismo

As ideias precisam de tempo para se desenvolver. Parece que congelamos quando é hora de começar, porque nós sabemos que nossas ideias não são perfeitas e o que nós produzimos pode não ser bom. Mas como você pode sempre produzir algo ótimo se você não começar e dar a suas ideias tempo para evoluir?
A autora Jodi Picoult resumiu a importância de evitar o perfeccionismo: " Você pode editar uma página ruim, mas não é possível editar uma página em branco".

3. As reuniões

As reuniões vão devorar o seu precioso tempo como nenhuma outra coisa. Pessoas muito produtivas evitam reuniões, tanto quanto é humanamente possível.
Eles sabem que uma reunião vai se arrastar para sempre se eles deixarem, por isso informam todos no início do encontro que vão manter o cronograma previsto. Isso define um limite claro que motiva todos para que a reunião seja mais focada e eficiente.

4. Responder e-mails assim que chegam

Pessoas produtivas não permitem que seu e-mail seja uma constante interrupção. Além de verificar seu e -mail em um cronograma, eles tiram proveito dos recursos que priorizem mensagens por remetente.
Elas definem alertas para os seus fornecedores mais importantes e seus melhores clientes, e salvam o resto até atingirem um ponto de parada em seu trabalho para que consigam ler e responder. Algumas pessoas configuram uma resposta automática que permite aos remetentes saberem quando eles vão verificar o seu e-mail novamente.

5. Pressionar o botão "soneca"

Quando você dorme, seu cérebro passa por uma série elaborada de ciclos. O último deles o prepara para estar alerta ao acordar. É por isso que às vezes você acorda logo antes do despertador tocar: o seu cérebro sabe que é hora de levantar e está pronto para fazê-lo.
Ao apertar o botão de soneca e voltar a dormir, você perde esse estado de alerta e acorda mais tarde, cansado e grogue. O pior de tudo é que esse cansaço pode durar horas. Portanto, não importa o quão cansado você pensa que está quando o despertador toca, se esforce para sair da cama, se você quiser ter uma manhã produtiva.

6. Multitarefas

Ser "multitarefa" pode piorar muito a sua produtividade. Uma pesquisa conduzida na Universidade de Stanford aponta que pessoas "multitarefas" são menos produtivas do que aquelas que fazem uma única coisa de cada vez.
Os pesquisadores descobriram que quando você tenta fazer duas coisas ao mesmo tempo, seu cérebro não tem capacidade para executar as tarefas com sucesso.

7. Adiar tarefas difíceis 

Nós temos uma quantidade limitada de energia mental e, conforme essa energia vai acabando, nossa tomada de decisão e produtividade caem. Isso é chamado fadiga da decisão.
Quando você adia tarefas difíceis porque elas o desafiam, você acaba deixando de lado sua hora de maior produtividade. Para vencer essa fadiga, você deve lidar com tarefas complexas de manhã, quando a mente está fresca.

8. Usar o telefone, tablet ou computador na cama

Este é um grande problema que a maioria das pessoas nem sequer percebe, mas prejudica seu sono e produtividade. O comprimento curto de onda de luz azul emitida pelos eletrônicos tem um papel importante no seu humor, nível de energia e qualidade do sono.
De manhã, a luz solar tem elevadas concentrações desse luz azul. Quando seus olhos são expostos diretamente a ela, a produção do hormônio melatonina para de fazer a indução do sono e faz você se sentir mais alerta. Na parte da tarde, os raios do sol perdem a luz azul, que permite que o seu organismo a produzir melatonina e começar a fazer você sonolento.
Durante a noite, o seu cérebro não espera nenhuma exposição à luz azul e fica muito sensível a ela. A maioria dos nossos dispositivos - laptops, tablets, televisões e telefones celulares - emitem luz azul de comprimento curto de onda. E fazem isso diretamente no seu rosto.
Essa exposição prejudica a produção de melatonina, interferindo na capacidade de adormecer e na qualidade do sono. Uma noite de sono ruim tem efeitos desastrosos sobre a produtividade. A melhor coisa é evitar esses dispositivos após o jantar.

9. Comer muito açúcar

Uma das funções da glicose é a de "acelerador " de energia para o cérebro. Você precisa de glicose para se concentrar em tarefas desafiadoras. Com pouca glicose, você pode se sentir cansado, sem foco e lento; muita glicose deixa você nervoso e incapaz de se concentrar.
A pesquisa demonstrou que o limite é de cerca de 25 gramas de glicose. A questão é que você pode obter essa quantidade de várias maneiras e vai sentir o mesmo efeito - pelo menos inicialmente. A diferença está em quanto tempo a produtividade dura.
Donuts, refrigerantes e outras formas de açúcar refinado enviam um impulso de energia que dura apenas 20 minutos, enquanto a aveia, arroz integral e outros alimentos que contenham carboidratos complexos liberam sua energia lentamente, o que permite manter o seu foco.
Fonte: Infomoney

Psicanalista receita mais “pelada de rua” para geração criada em condomínio

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Dois ou três jogadores para cada lado. Meta feita com chinelo, pedra ou caixote. Dois gols ou 10 minutos. Jogando bola na rua que muita gente perdeu pela primeira vez a tampa do dedão do pé. Também foi na pelada que uma geração de brasileiros teve sua personalidade forjada. No conflito entre times, tendo que esperar a vez quando está do lado de fora e se relacionando com colegas que apareciam sabe-se lá de onde, muita gente aprendeu a lidar com fracassos, frustrações e, principalmente, com o diferente.
A falta disso, ou de situações semelhantes, pode resultar em pessoas criadas como pequenos reis, que crescem totalmente voltadas para o próprio umbigo e que desenvolvem uma dificuldade enorme para se relacionar e sentir alguma empatia pelo outro. É isso que acredita o psicanalista Christian Dunker, que recentemente lançou pela Boitempo o livro “Mal-estar, Sofrimento e Sintoma”, no qual se debruça sobre os impactos da cultura de condomínios e isolamento por meio de muros – não somente os físicos – que se tornou uma tendência ao menos para a elite do país desde a década de 70.
“Naquele momento, após o primeiro golpe e quando as cidades ainda estavam sendo ocupadas, a maior preocupação era com as leis, com a ordem, então, a partir disso, começaram a surgir os condomínios, oferecendo o que o próprio estado deveria oferecer, mas não o faz, como segurança”, explica numa conversa na pousada em que está em Paraty, onde participa da Flip.
No entanto, décadas depois do início desse movimento, o que temos são gerações de pessoas que nasceram e cresceram em bolhas, convivendo apenas com seus semelhantes – economicamente, culturalmente e, quase sempre, fisicamente – e enxergando somente temores e ameaças no que há além aqueles muros. “Quem vive apenas nesse ambiente não sabe quem é o outro e acaba desenvolvendo relações baseadas fundamentalmente na inveja, na maneira que será visto”, diz o psicanalista. “O ideal seria que, ao encontrar alguém diferente, pudesse haver um diálogo real, que o outro pudesse me fazer uma pessoa diferente, não fosse apenas um exercício de narcisismo, da afirmação do eu”.
Dunker ainda explica que essa segregação social e a necessidade de se afirmar perante o colega de dentro do muro acaba resultando muitas vezes em gente com um gosto estético questionável (um exemplo: carros que cada vez mais se assemelham a tanques de guerra), baseado essencialmente na ostentação. “Alguns acham que a beleza está intrínseca nos próprios objetos”, pontua. Para o psicanalista, uma espécie de caricatura desse perfil, com suas características principais exacerbadas, acaba sendo encontrada no funk ostentação – seria como se Mc Guimê fosse “uma paródia involuntária do rico de condomínio”.
Mas para o psicanalista esses muros poderão começar a cair dentro de pouco tempo. “Os filhos dessa geração que cresceu em condomínio deverão ver isso como um anti-modelo. Serão pessoas que vão querer passear, viajar, ir à Paulista andar de bicicleta…”, acredita. Quem sabe não voltam a jogar bola na rua também.
Fonte:  Rodrigo Casarin em uol.com.br