Desde que
o homem começou a se organizar como uma civilização, a figura do líder existe.
Se no passado ele representava força, centralizava o trabalho de delegar e
recebia sozinhos os louros pelo sucesso da equipe, agora falamos em líderes, no
plural mesmo. Equipes empoderadas.
Em
palestras realizadas em São Paulo, no Fórum HSM de Liderança e Alta
Performance, Tom Peters e Tamara Ericksons deixaram lições valiosas sobre o
assunto. Nós selecionamos algumas e reunimos aqui para vocês. Confiram abaixo.
Valorize
Tom
Peters, conhecido como guru da gestão, reafirmou durante sua palestra a importância
do tratamento dado aos membros da equipe. Líderes precisam cuidar do ambiente
de trabalho.
Embora
pareça óbvio, muitos ainda falham em promover a valorização dos funcionários
para que eles permaneçam motivados. “Há uma lista de livros sobre pessoas que
colocaram as pessoas em primeiro lugar e ganharam dinheiro com isso”, afirmou
Peters.
Precisamos
pensar especialmente naqueles que fazem parte da linha de frente de um negócio,
como vendedores de loja e camareiras em um hotel, por exemplo. São eles que vão
criar a impressão sobre a empresa que será assimilada pelo cliente final.
Treine
Além do
bom tratamento, os funcionários precisam ser bem treinados. A Disney é uma das
companhias que soube reconhecer a necessidade da capacitação. Enquanto outras empresas
desejam que os funcionários "cheguem prontos", a gigante americana se
dedica a desenvolver pessoas e fazer com que elas assimilem a cultura. Para
Peters, a capacitação deve fazer parte da verba das empresas e nunca ser
colocada em segundo plano. Para chegar ao padrão Disney ou Starbucks, líderes
precisam escutar as pessoas e investir em suas competências. O CEO do
Starbucks, Howard Schultz, costuma visitar ao menos 25 lojas da rede por semana
para ouvir opiniões e fazer com que as pessoas sintam que seu trabalho é
reconhecido.
Conheça as gerações e extraia o melhor de cada uma
Tamara
Erickson se dedicou a estudar as gerações no ambiente de trabalho: Baby Boom,
X, Y e a que entrará no mercado daqui a pouco: a Z. Muitas empresas ainda não
se adaptaram para receber os jovens que cresceram com a internet. Eles são
impacientes e têm expectativas elevadas que são vistas pelos mais velhos como
irreais. Além disso, é natural da Geração Y não se acostumar bem com a
imposição de horários tradicionais e querer feedbacks com uma frequência maior
que outros.
A
palestrante ressaltou que com a mudança no perfil dos profissionais, as
empresas precisam se adaptar. Caso isso não aconteça, em vez de trabalharem
juntas, as gerações vão continuar entrando em conflito.
Segundo
Tamara, a primeira mudança que os líderes deveriam estudar está ligada à produtividade.
A Geração Y funciona melhor quando tem a possibilidade de controlar o horário.
Para eles, o líder deveria entregar uma tarefa e impor um deadline. A tarefa
será entregue, mas não será realizada em um horário tradicional de trabalho.
Aprenda a melhor maneira de dar feedbacks
Sobre os
feedbacks, Tamara lembra que eles são uma necessidade para a Geração Y. "O
que esses pedidos de avaliação representam é um apelo dos jovens para que vocês
os ensinem. Eles querem receber críticas, saber onde estão errando ou
acertando", afirmou a estudiosa. O conselho da palestrante para organizar
a empresa e unir funcionários de diferentes gerações é instituir a figura do
mentor. Cada membro da Geração Y teria alguém da X para o ajudar na resolução
de problemas, mas aí fica um alerta: deixe que eles procurem seus tutores e a
relação vai fluir melhor.
Fonte: Aghata Justino em administradores.com
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