A área disponível em condomínios logísticos cresce a passos largos
no País, mas com forte concentração na Região Sudeste, mostra pesquisa
do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). A área disponível em
condomínios logísticos cresce a passos largos no País, mas com forte
concentração na Região Sudeste, mostra pesquisa do Instituto de
Logística e Supply Chain (Ilos).
Segundo
o estudo comandado por Paulo Fleury, diretor do Ilos, a área desses
condomínios cresceu 30% ao ano entre 2009 e 2011, saltando de 3,4
milhões de metros quadrados para 5,7 milhões.
A
previsão é chegar a 17 milhões de metros quadrados em 2016. Apesar do
crescimento, a concentração regional é enorme. O sudeste, com destaque
para São Paulo, ficou com 4,782 milhões de metros quadrados em 2011, ou
83,9%. Para Fleury, a demanda por condomínios logísticos é forte e a
expansão da oferta, apesar de acelerada, não dá conta.
Embora
o crescimento da área de condomínios na Região Nordeste tenha sido a
mais acelerada de 2011 para o primeiro trimestre deste ano – 39% ao
trimestre, em média -, sem política de planejamento do governo, a
tendência é a expansão manter a concentração.
“O
governo nem sabe desse crescimento e acha que isso não é logística”,
criticou Fleury, em palestra no XVIII Fórum Internacional de Logística,
promovido pelo Ilos e que vai até quarta-feira, no Rio de Janeiro.
A
ausência dos condomínios no pacote de concessões seria sinal desse
descaso. Na avaliação do especialista, o governo poderia associar ao
plano de concessões de rodovias e ferrovias uma política de incentivo
aos condomínios logísticos.
A difusão
desse modelo de operação, em substituição aos antigos armazéns, começou
no País há cerca de 15 anos, mas ainda está em curso.
A
falta de estrutura de armazenagem é um dos gargalos logísticos do País,
resultando na elevação de custos. Vantagens fiscais e financiamentos
subsidiados poderiam incentivar a instalação de condomínios de acordo
com a expansão das malhas rodoviária e ferroviária.
Fora
isso, os condomínios logísticos poderiam ser uma solução ao problema da
falta de estrutura para o transporte adequar-se à lei que recentemente
regulamentou a atividade dos motoristas de caminhão – obrigando-os a,
por exemplo, parar a cada quatro horas para descanso- e gerou protestos
de caminhoneiros autônomos.
Do lado do
mercado privado, o crescimento mais veloz da demanda frente a oferta de
infraestrutura eleva os preços, segundo o estudo do Ilos.
O
valor médio do aluguel em condomínio logístico ficou em R$ 19,30 ao mês
por metro quadrado no primeiro trimestre do ano, contra R$ 16,60 no fim
de 2009.
Os valores mais caros estão
onde a demanda é maior: em São Paulo e Rio o valor pode chegar a R$
30,00. Em termos mundiais, o aluguel médio de R$ 23,58 ao mês pelo metro
quadrado de São Paulo fica em quarto lugar numa lista encabeçada pelos
condomínios logísticos de Tóquio, com R$ 36,83. Nada indica, no entanto,
que essa trajetória se reverterá.
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