terça-feira, 2 de abril de 2013

Competências vs. Mercado de trabalho

A velho máxima "as pessoas são seu ativo mais importante", na verdade, está errado. As pessoas não são o seu ativo mais importante. As pessoas certas é que são

Há certo tempo assisti uma palestra do Marçal Siqueira¹ no CESUMAR, onde ele tratou sobre as Competências vs Mercado de trabalho, como as universidades estão formando os profissionais e até onde vai sua responsabilidade na capacitação do profissional, e outras reflexões sobre esse cenário.
Neste artigo, busquei compartilhar com todos minha reflexão sobre algumas 'dicotomias' com algumas teorias de gestão de pessoas, não no sentido de ser não fundamentadas - mesmo porque, não tenho competências técnicas para apontar isso -, mas sim no sentido de buscar aperfeiçoar e flexibilizar os modelos tradicionais de gestão por competências para o cenário atual.
ideograma CHA utilizado para designar (Conhecimento, Habilidades e Atitude) é uma maneira de se procurar definir o sentido de competência a partir de um referencial no qual ela possa ser mensurada, e até mesmo comparada a padrões internacionais e, é um dos modelos mais utilizados para avaliar os colaboradores.
  • Conhecimento: diz respeito à pessoa dominar um determinado Know-how a respeito de algo que tenha valor para empresa e para ela mesma, é o saber.
  • Habilidade: diz respeito à pessoa conseguir fazer algum uso real do conhecimento que têm, produzindo algo efetivamente, é o saber fazer.
  • Atitude: diz respeito ao indivíduo não esperar as coisas acontecerem ou alguém ter que dar ordens, e fazer o que percebe que deve ser feito por conta própria, é o querer fazer.
Por bem, sugere-se incluir outras duas letras nesse ideograma sendo o "V" e "E", assim teremos o seguinte: CHAVE (Conhecimento, Habilidades, Atitude, Valores e Entorno), com essa 'nova' visão da gestão por competências, teríamos as seguintes atribuições:
  • Valor: diz respeito aos valores intrínsecos do indivíduo, é ser honesto, prudente, sério e responsável, ou seja, são os valores de 'berço', é o que conhecemos como integridade.
  • Entorno: diz respeito ao ambiente da organização, é relacionado com a cultura da empresa, sua visão de futuro, valores, missão e modelo de gestão, os colaboradores devem se identificar com a organização para criar valor, é basicamente a ambientação do indivíduo.
Além de essencialmente, o colaborador apresentar as características e competências apontadas no ideograma CHAVE, vejo como crucial este mesmo colaborador atender 4Hs no âmbito humano da relação profissional, neste ponto temos 4 fatores voltados para a pessoa em si, ou seja, ao comportamento.
  • Humano: o colaborador é uma pessoa, um ser humano, ou seja, ora apresenta maior segurança, ora apresenta nervosismo, em certos momentos está mais 'sensível' ou em outros estará mais sério e introspectivo, enfim, as pessoas são complexa, é necessário verificar o contexto na avaliação.
  • Humilde: não significa que o colaborador deverá 'baixar a cabeça' e aceitar qualquer situação, sendo em certos momentos até humilhado, longe disso. Ser humilde é ter consciência de suas limitações e dizer por exemplo: "não sei, você pode me ajudar?", buscando sempre aprender com os demais profissionais.
  • Humorados: imagine a seguinte situação, você tem um problema gigantesco e pouco recurso, como tempo, para solucionar a questão, de que adiantará você ficar nervoso, ignorante ou agressivo, nada, certo? Pois então, procure manter a calma, avaliar as melhores soluções e manter seu humor.
  • Honestidade: voltamos a descrição de valor definido acima, os profissionais que apresentação ética e moral perante a sociedade, não são dignos de respeito e confiança, seja um profissional integro com sua profissão.
Até aqui, tudo que vemos neste artigo são flores e maravilhas. Ok, sabemos que nem tudo é tão simples de ser mensurado, avaliado e apontado quando falamos de pessoas, até por que, cada qual possui um comportamento e características únicas.
Percebemos que no mercado certas competências são simplesmente escassas, eu diria até, quase impossível de ser verificadas, assim os profissionais que apresentarem tais fatores certamente terão um grande diferencial competitivo no mercado de trabalho.
  • Orientação para resultados
  • Capacidade de gerir conflitos
  • Flexibilidade em tempos de mudanças
  • Visão estratégica dos negócios (visão do todo)
  • Equilíbrio entre o elo pessoal, familiar e trabalho
Concluo este artigo compartilhando um insight do livro Good to Great de Jim Collins onde ele relata, "O velho adágio 'as pessoas são seu ativo mais importante', na verdade, está errado. As pessoas não são o seu ativo mais importante. As pessoas certas é que são. "Sendo assim, faça boas escolhas e invista naquelas pessoas que farão a diferença para o seu negócio, procure profissionais que buscam a eficiência incansavelmente.

 fonte: http://www.administradores.com.br

 

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