Mais de
50% das 500 maiores empresas americanas têm seu código de ética elaborado pela
área de RH. Dentre as 500, 75% têm um código de ética. Esta é certamente uma
bandeira que a área de RH, no Brasil, poderia abraçar.
A
elaboração do código de ética na empresa deve, em princípio, ser feita por uma
área mais "neutra’ (RH); deixar este encargo com as áreas de compras,
vendas etc. Pode representar um perigo potencial que convencionaríamos chamar
de ética subjetiva/situacional.
Possuir
um código de ética não terá nenhum valor se empregados, gerentes, clientela,
interna e externa, fornecedores não tiverem aceitação, conhecimento do seu
conteúdo. A ética não deve ficar no plano de intenções, mas ser refletida nos
comportamentos.
No Brasil
um código de ética é particularmente importante, pois a confiança do público,
em geral, nas instituições públicas e privadas é muito pequena. A ética é um
instrumento de geração de confiança; portanto, geradora de novos negócios. O
"levar vantagem em tudo" é algo bastante entranhado na cultura
brasileira e potencial gerador de desconfiança.
Alguns indicadores da empresa que têm problemas de ética:
- Posterga deliberadamente pagamentos, fazendo pagamentos errados, fornecendo datas e não cumprindo etc.
- Vende o que não tem ou o que não pode entregar
- Tem apenas preocupação com sua necessidade de vender, não se preocupando em saber do cliente o que ele tem necessidade de comprar
- Sempre se lembra das pessoas de fora na hora de preencher qualquer posição, não se importando em procurar, primeiro, identificar internamente se há alguém para aquela posição.
- Embeleza balanços e demonstrativos financeiros etc. etc.
Ser ético nos negócios significa:
- A necessidade de obedecer regras relativas à ocupação territorial, costumes e expectativas da comunidade, princípios de moralidade, políticas da organização, atender à necessidade de todos por um tratamento adequado e justo
- Entender como os produtos e serviços de uma organização e as ações de seus membros podem afetar seus empregados, a comunidade e a sociedade como um todo (positiva ou negativamente)
Erros éticos mais comuns nas relações com seus superiores:
- Mentir sobre as atividades que administramos
- Culpar meu superior por meus erros ou de meus subordinados
- Divulgar informações pessoais ou confidenciais para meus pares, empregados, gerentes seniores, clientes competidores, público em geral
- Não reportar violações à legislação
- Não reportar desempenho inferior às metas estabelecidas ou algo referente a roubos ou utilização inadequada de algo que é propriedade da empresa
- Não atender a queixas e reclamações
- Encobrir acidentes no trabalho ou problemas relativos à saúde ou segurança dos empregados
- Usar idéias de empregados como se fossem minhas
PRINCÍPIOS DE ÉTICA PARA AS ORGANIZAÇÕES
Propósito: A missão
da nossa empresa é de responsabilidade da Diretoria. Nossa organização é movida
pelos valores, expectativas e a visão que nos ajuda a determinar os
comportamentos, aceitações e inaceitações.
Orgulho: Nós nos
sentimos orgulhosos de nós mesmos e de nossa organização. Acreditamos que com
este tipo de sentimentos é fácil resistir às tentações para nos comportarmos de
maneira não-ética.
Paciência:
Aceitamos que, mantendo nossos valores éticos, isto será o caminho do sucesso a
longo prazo. Essa assertiva implica manter o equilíbrio entre a obtenção de
resultados e a forma com que esses resultados são conseguidos.
Persistência: Temos o compromisso de viver de acordo com
princípios éticos. Temos certeza de que nossas ações são consistentes com este
compromisso.
Perspectiva: Nossos gerentes e empregados alocam tempo para refletir sobre onde
estamos, avaliar para onde vamos e determinar como vamos chegar lá.
fonte: www.institutomvc.com.br
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