Como avaliar uma empresa antes de aceitar um convite de emprego
Crédito: Tom Boechat - Ilustração: Marcos Muller
Sabrina Muller, da Carvajal: lição aprendida após uma avaliação ruim
A julgar pela decoração do comércio e pelas
propagandas coloridas, a rede de lojas de móveis parecia, por fora, um
bom lugar para trabalhar. Foi o que pensou sabrina Muller, de 33 anos,
hoje consultora de comércio eletrônico da Carvajal, multinacional de
serviços de Ti, de vila velha, espírito santo, ao aceitar o convite de
seu emprego anterior. sua tarefa seria supervisionar e modernizar 11
lojas distribuídas pelo estado.
Logo na primeira semana, sabrina percebeu que a gestão antiquada da empresa não permitiria que executasse o trabalho da maneira que considerava correta. Faltavam recursos, sobrava burocracia e as promessas de benefícios não se cumpriram. a empresa era, em resumo, uma roubada. em dois meses, ela deixou o cargo. “O emeletroeleprego não tinha nada a ver com a ideia que me venderam”, diz sabrina. Para ingressar na companhia em que trabalha atualmente, ela buscou informações no site e também conversou com gente do mercado para ter certeza de que estava entrando em uma empresa consolidada. Dessa vez, não teve más surpresas.
Para quem recebe um convite de emprego, o desafio é detectar roubadas antes de aceitá-lo. segundo Rafael souto, presidente da Produtive, empresa de planejamento e transição de carreira, com sede em Porto alegre, o momento da seleção é quando a companhia se vende e faz seu jogo de conquista. Por isso, é importante ser crítico, fazer perguntas e buscar informações em outras fontes. Mas, de acordo com Rafael, poucos profissionais tomam esse tipo de precaução. “a pesquisa frequentemente limita- se a esclarecimentos durante a entrevista de emprego”, afirma Rafael, que entende que o esforço de obter informações deve ser mais amplo e inclui passar pelo site da empresa, pelo Google e buscar contato com funcionários e ex-funcionários.
Na reunião com os recrutadores, faça perguntas também. se houver encontros com diferentes profissionais durante o processo, aproveite para verificar se há uma coerência no discurso dos envolvidos. isso ajuda a identificar contradições na cultura organizacional e problemas de gestão que podem atrapalhar o cotidiano do trabalho. e, em todas as conversas, avalie se o discurso das pessoas tem afinidade com seus valores e hábitos profissionais e pessoais. “Questione com clareza o que faz os profissionais darem certo ou não na companhia”, diz Ricardo Basaglia, diretor da Michael Page, empresa de recrutamento, de são Paulo.
Bom para quem?
De acordo com a Produtive, a reputação negativa da empresa é o segundo motivo mais alegado para a saída de funcionários, ficando atrás apenas dos projetos de carreira frustrados. então, para saber como uma companhia é vista no mercado, busque notícias e relatórios financeiros, cheque se há envolvimento com corrupção e como o negócio é visto dentro de seu segmento. Flávio Marchezini Holzmann, atualmente gerente comercial da samsung, fabricante de eletroeletrônicos, de são Paulo, passou por um choque de valores quando foi convidado para assumir o cargo de gerente nacional de vendas em uma nova unidade de uma fabricante de lâmpadas e leds.
O emprego em um grupo conhecido fez com que Flávio mudasse com a família para o rio Grande do sul. em três meses, ele percebeu que a gestão era pouco estruturada e bateu o arrependimento. “Na ânsia de pegar um projeto diferente, deixei de avaliar itens importantes para mim”, afirma Flávio. o desafio foi aceitar que não havia feito a escolha certa. “É preciso sair da situação o mais rápido possível”, diz Flávio, que acionou sua rede de contatos e conseguiu sair já empregado do negócio.
Para cada candidato existem pontos- chave: remuneração, desenvolvimento de carreira, qualidade de vida, estabilidade. Para João Paulo camargo, sócio-gerente da empresa de recrutamento asap, de são Paulo, um salário generoso só é capaz de motivar por seis meses. “É preciso analisar quais pontos, além do dinheiro, têm mais peso para você”, diz João Paulo. as informações que você coletar vão ajudá-lo a conhecer a empresa e formar uma opinião sobre ela. a empresa é boa? a resposta a essa pergunta dificilmente será sim ou não. a questão é se ela serve para você neste momento da carreira. Por isso, pergunte sempre mais.


fonte: http://vocesa.abril.com.brLogo na primeira semana, sabrina percebeu que a gestão antiquada da empresa não permitiria que executasse o trabalho da maneira que considerava correta. Faltavam recursos, sobrava burocracia e as promessas de benefícios não se cumpriram. a empresa era, em resumo, uma roubada. em dois meses, ela deixou o cargo. “O emeletroeleprego não tinha nada a ver com a ideia que me venderam”, diz sabrina. Para ingressar na companhia em que trabalha atualmente, ela buscou informações no site e também conversou com gente do mercado para ter certeza de que estava entrando em uma empresa consolidada. Dessa vez, não teve más surpresas.
Para quem recebe um convite de emprego, o desafio é detectar roubadas antes de aceitá-lo. segundo Rafael souto, presidente da Produtive, empresa de planejamento e transição de carreira, com sede em Porto alegre, o momento da seleção é quando a companhia se vende e faz seu jogo de conquista. Por isso, é importante ser crítico, fazer perguntas e buscar informações em outras fontes. Mas, de acordo com Rafael, poucos profissionais tomam esse tipo de precaução. “a pesquisa frequentemente limita- se a esclarecimentos durante a entrevista de emprego”, afirma Rafael, que entende que o esforço de obter informações deve ser mais amplo e inclui passar pelo site da empresa, pelo Google e buscar contato com funcionários e ex-funcionários.
Na reunião com os recrutadores, faça perguntas também. se houver encontros com diferentes profissionais durante o processo, aproveite para verificar se há uma coerência no discurso dos envolvidos. isso ajuda a identificar contradições na cultura organizacional e problemas de gestão que podem atrapalhar o cotidiano do trabalho. e, em todas as conversas, avalie se o discurso das pessoas tem afinidade com seus valores e hábitos profissionais e pessoais. “Questione com clareza o que faz os profissionais darem certo ou não na companhia”, diz Ricardo Basaglia, diretor da Michael Page, empresa de recrutamento, de são Paulo.
Bom para quem?
De acordo com a Produtive, a reputação negativa da empresa é o segundo motivo mais alegado para a saída de funcionários, ficando atrás apenas dos projetos de carreira frustrados. então, para saber como uma companhia é vista no mercado, busque notícias e relatórios financeiros, cheque se há envolvimento com corrupção e como o negócio é visto dentro de seu segmento. Flávio Marchezini Holzmann, atualmente gerente comercial da samsung, fabricante de eletroeletrônicos, de são Paulo, passou por um choque de valores quando foi convidado para assumir o cargo de gerente nacional de vendas em uma nova unidade de uma fabricante de lâmpadas e leds.
O emprego em um grupo conhecido fez com que Flávio mudasse com a família para o rio Grande do sul. em três meses, ele percebeu que a gestão era pouco estruturada e bateu o arrependimento. “Na ânsia de pegar um projeto diferente, deixei de avaliar itens importantes para mim”, afirma Flávio. o desafio foi aceitar que não havia feito a escolha certa. “É preciso sair da situação o mais rápido possível”, diz Flávio, que acionou sua rede de contatos e conseguiu sair já empregado do negócio.
Para cada candidato existem pontos- chave: remuneração, desenvolvimento de carreira, qualidade de vida, estabilidade. Para João Paulo camargo, sócio-gerente da empresa de recrutamento asap, de são Paulo, um salário generoso só é capaz de motivar por seis meses. “É preciso analisar quais pontos, além do dinheiro, têm mais peso para você”, diz João Paulo. as informações que você coletar vão ajudá-lo a conhecer a empresa e formar uma opinião sobre ela. a empresa é boa? a resposta a essa pergunta dificilmente será sim ou não. a questão é se ela serve para você neste momento da carreira. Por isso, pergunte sempre mais.
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