quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Empresas e líderes conectados com o futuro

A criatividade, a inovação, a sustentabilidade, a conexão e o futuro das empresas foram os grandes temas que estiveram presentes nos três dias da ExpoManagement 2012, que teve como tema “Compartilhando Conhecimento”. Os líderes das empresas foram estimulados a pensar além da estratégia e da gestão habitual. Num mundo em que as redes colaborativas e as tecnologias estão ditando os novos rumos, as lideranças precisam enxergar além de suas empresas e buscarem novas formas de inovação para mudarem o País.
Don Tapscott, consagrado autor de 14 livros, reforçou que estamos vivendo uma revolução econômica, onde os projetos construídos a partir da colaboração em massa superam em eficiência os construídos dentro das empresas privadas. As novas tecnologias nascem a todo o momento para ajudar esta conexão entre empresa e cliente e as empresas precisam acompanhar a velocidade dessas inovações. As organizações precisam ser ágeis, focar os desejos de seus clientes e mudarem constantemente, porque o que era novo ontem, hoje não é mais.
Na visão de Alexandre Hohagen, presidente do Facebook na América Latina, as quatro grandes necessidades do ser humano hoje, são as mesmas do passado (informação, entretenimento, comunicação e relacionamento social). A tecnologia apenas alterou a forma de supri-las. Joichi Ito, diretor do Media Lab do MIT e um dos mais influentes pensadores do desenvolvimento da internet, reforçou ainda no primeiro dia do evento que as empresas precisam abandonar o pensamento centralizado para que a inovação aconteça.
Dar espaço ao pensamento intuitivo e equilibrá-lo com o pensamento analítico pode ser a chave para as empresas serem mais inovadoras, segundo afirmou Roger Martin, pioneiro do Design Thinking. Utilizar estratégias inovadoras diferentes da concorrência também é fundamental neste processo criativo, como explicou em sua palestra a professora Youngme Moon, da Harvard Business School. Para a pesquisadora, empresas que se diferenciam são empresas solitárias e que se apaixonam de verdade pelo que fazem. Na opinião de Jim Collins, alguns dos fatores que diferenciam as empresas vencedoras são a disciplina fanática, a criatividade empírica e a paranoia produtiva.
Mas antes da inovação vem a criatividade, ou como disse Sir Ken Robinson, expert em criatividade, a inovação é um subproduto da criatividade. Mas como estimular um processo criativo? Primeiro derrube os mitos, como por exemplo: “só as pessoas especiais são criativas”, “a criatividade requer atributos especiais” ou aquela máxima: “Ou você é bom ou não é”. Depois crie um ambiente para que as pessoas tenham grandes ideias, pois inovar é colocar em prática boas ideias.
O poder da mudança na mão das empresas
Mais do que gerar lucro, as empresas têm hoje o papel de mudar o mundo, fazendo negócios de formas diferentes e sustentáveis. Fred Gelli, cofundador e diretor de criação da Tátil Design de Ideias, citou alguns desafios que teremos pela frente como a criação de novas fontes de energia, repensar a ocupação urbana, inovar as formas de transporte, de produção e de como nos relacionamos com o consumo. Para ele, as empresas são protagonistas dessa revolução, mas para isso precisam inovar e rever suas estratégias.
Michael Porter, considerado a maior autoridade mundial em estratégia competitiva, acredita que o valor compartilhado entre empresas e consumidores é a única forma para as empresas crescerem. Diante de tantos problemas sociais existentes, ele afirma que o Governo e ONGs não darão conta sozinhos. As empresas têm papel fundamental neste cenário e podem continuar gerando lucro, mas também cumprindo um papel social muito maior. Gustavo Franco, sócio-fundador e estrategista-chefe da Rio Bravo Investimentos e ex-presidente do Banco Central do Brasil, compartilha também da mesma visão. Durante sua palestra ele comentou que o capitalismo tem vitalidade por conta de seus empresários visionários e inovadores e que se as empresas tiverem confiança no futuro, produzirão crescimento e não ficaremos reféns apenas do governo.
Para Stuart Hart, especialista em Sustentabilidade, o salto verde pode ser o grande momento para esta disruptura econômica atual. Trata-se de promover a convergência entre tecnologia limpa e as iniciativas que são criadas para a população mais pobre, na base da pirâmide. Durante o evento, empresários discutiram em um painel sobre a Sustentabilidade e a nova Economia e qual o papel das empresas neste cenário. Para eles, as empresas precisam se apropriar da ideia de transformar as cidades, influenciando as políticas públicas.
E como será o futuro?
Seja na previsão de Miguel Nicolelis, neurofisiologista brasileiro, que garante que no futuro a interface cérebro máquina será controlada por sinais digitais ou do acadêmico Derek Abell, que afirma ser preciso manter uma estratégia para dominar o presente e outra para antecipar-se ao futuro, os líderes podem recorrer as dez práticas deixadas por Ram Charan para sobreviverem as incertezas do futuro. Para Ram Charan, inspirar as pessoas é o know-how do século 21, assim como amar o novo, ter velocidade para mudar, reposicionar o negócio, ter coragem para buscar a mudança, ter visão, observar a conectividade, estar preparado para gerenciar extremos, ser curioso e expandir a imaginação.
fonte: Portal HSM

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