Voltando ao tempo no último dia 05/03/2002 pudemos acompanhar pelos noticiários, uma mega operação montada em conjunto pelas Polícias de São Paulo, que organizou um bloqueio pela manhã ao comboio de assaltantes, composto de um ônibus de turismo escoltado por duas motos e três veículos, no quilômetro 12 da Rodovia Senador José Ermirio de Moraes (SP-79), próximo à Sorocaba, onde resultou na morte de 12 criminosos e a prisão de outros envolvidos num suposto assalto que aconteceria provavelmente a um avião pagador no aeroporto de Sorocaba, com mais de R$ 20 milhões ou para libertação de outros presos em alguma cadeia da região. Somente um policial ficou ferido e nenhum civil foi ferido ou morto por acidente.
Você deve estar perguntando, o que isto tem a ver com logística? e eu abaixo responderei:
Para uma Operação Logística ter sucesso é necessário conhecer as informações certas e necessárias para o negócio, ter recurso de equipamentos/veículos, ter recursos humanos (pessoal treinado/habilitado para as tarefas) e ter o principal, uma central que coordene tudo e trabalhe com autonomia para otimizar todos estes recursos em conjunto com a finalidade de obter um ganho único para todos e não em pontos isolados.
Foi o que aconteceu nesta Operação Policial. Tudo começou com a interceptação e escuta das conversas dos celulares, feitas pelo Serviço de Inteligência da Polícia, entre presos de diversas cadeias do estado com outros marginais do lado de fora. Após vários dias de escuta, ficaram sabendo de todos os detalhes do plano de assalto, inclusive o dia e horário. De posse desta informação, precisavam planejar a operação com tudo que pudesse envolver como, calcular a quantidade de policiais necessários, acompanhar os marginais sem que percebessem, arrumar um ponto bom para o bloqueio, ter helicópteros de apoio por perto, tirar de perto da zona de tiro os carros de civis e civis em geral que pudessem estar passando na hora e também não dar chance para a fuga. Repito que tudo isto tinha que ser feito sem que percebessem, pois qualquer falha que houvesse, a operação teria que ser abortada ou ficaria sem êxito total.
Foram utilizados policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), que foi criado em 1989 para combater o crime organizado em furtos e roubos de caminhões e cargas e de atuar nos trechos das rodovias onde é maior a incidência criminal; policiais da Ronda Ostensiva Tobias Aguiar (ROTA) e policiais da Polícia Militar Rodoviária.
O comboio de bandidos vinha com um carro de batedor bem à frente para reconhecimento do terreno, que tinha como missão avisar para os demais no caso de qualquer suspeita.
O local escolhido pela Polícia foi após um pedágio. Deixaram o carro "batedor" com 3 integrantes passar e em seguida fecharam, cercando o comboio com caminhões e carros da polícia, já dando voz de prisão. Como houve resistência e revide com tiros, os policiais tiveram que atirar. Os assaltantes estavam armados não apenas com fuzis e submetralhadoras, mas também com pistolas 9 mm, metralhadoras de guerra calibres .30 e .50., que normalmente são montadas em tripés para disparar. Uma metralhadora .50, por exemplo, pode derrubar um avião e só não atravessa blindagem de tanque de guerra.
Para enfrentá-los, a polícia reuniu cem homens, que estavam armados com fuzis AR-15, FAL-FN, Sniper, submetralhadoras Beretta, espingardas calibre 12, carabinas, pistolas calibre 40 e revólveres calibre 38. Foram mais de 700 tiros na operação.
A desvantagem de equipamentos por parte dos policiais ficou por conta das metralhadoras, que por sorte os bandidos não tiveram chance de prepará-las e usar.
Segundo a polícia, os bandidos usavam trajes da polícia civil e militar e vestiam coletes à prova de bala. Como se pode ver, os bandidos também utilizavam uma logística bem esquematizada, onde pensaram em todos os detalhes.
A operação da Polícia Militar de São Paulo foi fruto de um trabalho de inteligência e integração das polícias e seus recursos, caracterizando o uso correto de uma boa logística.
Você deve estar perguntando, o que isto tem a ver com logística? e eu abaixo responderei:
Para uma Operação Logística ter sucesso é necessário conhecer as informações certas e necessárias para o negócio, ter recurso de equipamentos/veículos, ter recursos humanos (pessoal treinado/habilitado para as tarefas) e ter o principal, uma central que coordene tudo e trabalhe com autonomia para otimizar todos estes recursos em conjunto com a finalidade de obter um ganho único para todos e não em pontos isolados.
Foi o que aconteceu nesta Operação Policial. Tudo começou com a interceptação e escuta das conversas dos celulares, feitas pelo Serviço de Inteligência da Polícia, entre presos de diversas cadeias do estado com outros marginais do lado de fora. Após vários dias de escuta, ficaram sabendo de todos os detalhes do plano de assalto, inclusive o dia e horário. De posse desta informação, precisavam planejar a operação com tudo que pudesse envolver como, calcular a quantidade de policiais necessários, acompanhar os marginais sem que percebessem, arrumar um ponto bom para o bloqueio, ter helicópteros de apoio por perto, tirar de perto da zona de tiro os carros de civis e civis em geral que pudessem estar passando na hora e também não dar chance para a fuga. Repito que tudo isto tinha que ser feito sem que percebessem, pois qualquer falha que houvesse, a operação teria que ser abortada ou ficaria sem êxito total.
Foram utilizados policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), que foi criado em 1989 para combater o crime organizado em furtos e roubos de caminhões e cargas e de atuar nos trechos das rodovias onde é maior a incidência criminal; policiais da Ronda Ostensiva Tobias Aguiar (ROTA) e policiais da Polícia Militar Rodoviária.
O comboio de bandidos vinha com um carro de batedor bem à frente para reconhecimento do terreno, que tinha como missão avisar para os demais no caso de qualquer suspeita.
O local escolhido pela Polícia foi após um pedágio. Deixaram o carro "batedor" com 3 integrantes passar e em seguida fecharam, cercando o comboio com caminhões e carros da polícia, já dando voz de prisão. Como houve resistência e revide com tiros, os policiais tiveram que atirar. Os assaltantes estavam armados não apenas com fuzis e submetralhadoras, mas também com pistolas 9 mm, metralhadoras de guerra calibres .30 e .50., que normalmente são montadas em tripés para disparar. Uma metralhadora .50, por exemplo, pode derrubar um avião e só não atravessa blindagem de tanque de guerra.
Para enfrentá-los, a polícia reuniu cem homens, que estavam armados com fuzis AR-15, FAL-FN, Sniper, submetralhadoras Beretta, espingardas calibre 12, carabinas, pistolas calibre 40 e revólveres calibre 38. Foram mais de 700 tiros na operação.
A desvantagem de equipamentos por parte dos policiais ficou por conta das metralhadoras, que por sorte os bandidos não tiveram chance de prepará-las e usar.
Segundo a polícia, os bandidos usavam trajes da polícia civil e militar e vestiam coletes à prova de bala. Como se pode ver, os bandidos também utilizavam uma logística bem esquematizada, onde pensaram em todos os detalhes.
A operação da Polícia Militar de São Paulo foi fruto de um trabalho de inteligência e integração das polícias e seus recursos, caracterizando o uso correto de uma boa logística.
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