segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A estrutura que precisa de talentos sufoca talentos

Não existe apagão de talentos, não existe falta de talentos. Existem “muros” entre áreas de domínio das gerênciais, atuando sobre seus recursos humanos como “propriedade privada” e não permitindo que outras ideias possam penetrar os limites que a circundam
O tema da fuga de talentos tem sido objeto de análise em pesquisas (já foi tratado aqui neste blog). Foi destaque entre as preocupações colocadas pelos participantes e palestrantes do CONARH 2011.
Talentos são fundamentais para resultados e para o desenvolvimento sustentável de qualquer organização. Se por um lado, para desenvolvê-los, precisam de espaço para pensar, agir e implementar ideias e processos, ocorre que, de outro lado, as empresas continuam hierarquizadas (o tema não é um mal em si mesmo) e as chefias se comportam como “donas” das suas respectivas áreas.
Nessa estrutura, que precisa ser realimentada por talentos, os novos projetos são retidos pelas gerências, a abertura para críticas é restrita e os obstáculos espantam os talentos. A dona da demanda (muitas vezes as próprias gerências) não cria condições para que a solução apareça. Daí fica a sensação de limitações do ambiente externo, quando a erva daninha está plantada em nosso jardim.
Sem solucionar a cultura organizacional, tornando-a efetivemente participatia (o que não é facil), as empresas continuarão sofrendo por muitos anos, com impacto direto para a sustentabilidade do negócio.

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