| Normalmente não nos damos conta da força que têm as idéias, no contexto geral da vida. A idéia é um elemento vivo de curta ou longa duração, que exteriorizamos de nossa alma e que, como criação nossa forma acontecimentos e realizações, atitudes e circunstâncias que nos ajudam ou desajudam, conforme a natureza que lhe imprimimos. A idéia é força atuante, e raio criador que estabelece atos e fatos, enquanto lhe damos impulso. Quando várias idéias se somam, a sua força aumenta, atingindo grandes proporções. Não é outro o motivo pelo qual as equipes de jogadores encontram dificuldades em vencer fora de casa, como se costuma dizer, portanto é fundamental trabalhar em equipe o que traz idéias de vários componentes onde se chega a um acordo e as ponham em execução. É que a força das idéias dos torcedores, vibrando em uníssono, exerce grande influência, impulsionando o time tanto para a vitória como para a derrota. Assim acontece também, quando uma pessoa está prestes a deixar o corpo físico e outras tantas pessoas a retêm pelo desejo ardente de que não morra. Se a hora é chegada, os Benfeitores Espirituais promovem a chamada melhora da morte, para que as idéias de retenção se afrouxem e o Espírito seja desligado do corpo, graças ao relaxamento das idéias-força, que retinham o moribundo. Nossas idéias podem ser flor ou espinho, pão ou pedra, asa ou algema, que arremessamos na mente alheia e que retornarão, inevitavelmente, até nós, trazendo-nos perfume ou chaga, suplício ou alimento, cadeia ou libertação. O crime é uma idéia-flagelação que se insinuou na mente do criminoso. A guerra de ofensiva é um conjunto de idéias-perversidade, subjugando milhares de consciências. O bem é uma idéia-luz, descerrando caminhos de elevação. A paz coletiva é uma coleção de idéias-entendimento, promovendo o progresso geral. É por essa razão que o Evangelho representa uma glorificada equipe de idéias de amor puro e fé transformadora, que Jesus trouxe para as esferas dos homens, erguendo-os para Deus. Na manjedoura, implanta o Mestre a idéia da humildade. Na carpintaria nazarena, traça a idéia do trabalho. Nas bodas de Caná, anuncia a idéia de auxílio desinteressado à felicidade do próximo. No socorro aos doentes, cria a idéia da solidariedade. No Tabor, revela a idéia da sublimação. No Jardim das Oliveiras, insculpe a idéia da suprema lealdade a Deus. Na cruz da renúncia e da morte, irradia a idéia do sacrifício pessoal pelo bem dos outros, como bênçãos de ressurreição para a imortalidade vitoriosa. Não nos esqueçamos de que nossos exemplos, nossas maneiras, nossos gestos e palavras que saem da nossa boca, geram idéias. Essas idéias, à maneira de ondas criadoras, vão e vêm, partindo de nós para os outros e voltando dos outros para nós, com a qualidade de sentimento e pensamento que lhes imprimimos, levando-nos ao triunfo ou à derrota. É por isso que, em nossas tarefas habituais, precisamos selecionar as idéias que nos possam garantir saúde e tranqüilidade, melhoria e ascensão. Pensemos nisso! |
sábado, 17 de setembro de 2011
A força das idéias
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário